SOBRE BANCOS, TAMBORETES E QUITANDAS…
Quando pensava que já vi de tudo, passei por uma inédita hoje. Nunca soube ou presenciei algo parecido antes.
Ao pagar uma conta num posto de atendimento bancário de um grande banco, no centro da cidade, a atendente do caixa – enfezada e monossilábica – me surpreendeu, não pela cara amarrada e a quase mudez voluntária (já estou acostumado), mas ao me dizer que retirasse meu troco depois, já que estava sem troco naquele momento. O cômico, pra não dizer trágico, foi quando ela anotou em papel meu nome e valor do crédito, tal e qual numa quitanda! Isso mesmo, o poderoso banco não tinha troco e fui obrigado a retornar depois, para receber.
Após uma infinidade de experiências frustrantes nos setores do comércio, atendimento e prestação de serviços na Terra da Gabriela, entendo que o mau atendimento não é exclusividade nossa. Pode acontecer em qualquer cidade do Brasil e em muitas do mundo. Mas esse vírus, em Ilhéus, é predominante, constante, tradicional, usual e “abusual”. Ô, pragazinha danada que não vai embora!
Já passou da hora das entidades ligadas a essas atividades econômicas (CDL, FENABAN e outras), arregaçarem as mangas e promoverem uma cruzada pelo bom atendimento, pela boa prestação de serviços, pelo comércio profissionalizado. O primeiro passo seria investir em pesquisas de satisfação dos consumidores locais (não esperem os melhores resultados) para, em seguida, incrementar as ações necessárias, dentre as quais os cursos específicos de atendimento e especialização promovidos pelo SESC/SENAC, por exemplo. Aliados a isso, outros esforços para mudar a mentalidade tacanha entranhada, incentivos, premiações verdadeiras por excelência e qualidade (à escolha do consumidor, não de cerimoniais duvidosos), e muito mais.
É ótimo preservarmos as boas tradições, mas ao menos tentemos acabar com as ruins.
Nilson Pessoa



























































