Estudo dinamarquês revela: tinta de tatuagem pode causar câncer
Especialista do ICB comenta o estudo
Um estudo realizado por Jorgen Serup, professor de dermatologia da Universidade de Copenhaguen, na Dinamarca, detectou produtos químicos cancerígenos em 13 de 21 tintas usadas em tatuagens na Europa. O motivo seriam as toxinas das tintas, que podem ser absorvidas pelo corpo, entrar na corrente sanguínea e acumular no baço e nos rins, prejudicando a capacidade do corpo em filtrar impurezas.
Para explicar o estudo, a dermatologista do INSTITUTO DE CÂNCER DE BRASÍLIA (ICB), Drª Darleny Costa Daher, reponde a um questionário sobre o tema:
As tintas de tatuagem podem desencadear um câncer? Por quê?
As tatuagens são compostas por diversas substâncias, incluindo alguns metais pesados como o mercúrio, cádmio e cobalto, que além de possuírem um certo potencial alergênico (efeito colateral mais comum das tatuagens), também possuem um potencial carcinogênico.
As tintas podem sobrecarregar baço e rins?
As tinturas podem, com o passar do tempo, atingir o sistema linfático e, com isso, os órgãos internos, incluindo baço e rins. Mas estudos adicionais são necessários para poder afirmar se o acúmulo dessas substâncias poderiam desencadear algum problema de saúde mais grave.
Existe alguma maneira de fazer tatuagem e, ao mesmo, se prevenir contra um câncer?
Vários fatores podem estar associados ao desenvolvimento de câncer de pele no local de uma tatuagem. Entre eles estão o trauma desencadeado pelo procedimento, o processo inflamatório crônico local e a exposição solar, que pode modificar algumas das substâncias presentes nas tintas, tornando-as cancerígenas. Assim, a proteção solar é uma das melhores formas de prevenção de um câncer no local da tatuagem. Mas para fortalecer essa relação, ainda são necessários mais estudos.
Fonte: INSTITUTO DE CÂNCER DE BRASÍLIA


























































