OS DOZE CONDENADOS
É o nome de um bom filme de 1967, cujo título original, “The Dirty Dozen”, traduzido ao pé da letra seria “Os Doze Sujos”.
Saindo um pouco da ficção, temos agora os nossos doze condenados tupiniquins, cuja semelhança com o filme não passa do título (tanto em português quanto em inglês).
Finalmente, foram expedidos os primeiros mandados de prisão dos envolvidos na lambança chamada Mensalão. Doze, por enquanto.
Achei as penas do “núcleo político” meio brandas… regime semiaberto e tal… É só o sujeito mentalizar que vai passar uma temporada dormindo num novo endereço e pronto, tá tranquilo.
Genoíno pode ser genuinamente privilegiado pelo problema de saúde e cirurgia recente que sofreu, pra conseguir uma prisãozinha domiciliar. Melhor que isso, só dois disso.
Já o Dirceu, este se diz um “preso político”, numa frase de efeito, provavelmente criada por algum amigo marketeiro, para tentar desviar o foco da opinião pública enxergá-lo como bandido.
Resta saber onde vão cumprir pena; cabe a Joaquim Barbosa, e só a ele, decidir. Recursos e brechas na Lei parecem ser infinitos para os que a violam. É capaz de ambos cumprirem pena na própria São Paulo – onde residem – ao invés de num daqueles presídios de segurança máxima na casa do chapéu, onde Judas perdeu as botas.
Ruim mesmo, para lá eles, vai ser o curto jejum das farras, das viagens internacionais e das praias do Nordeste. Ah, mas não tem nada não, é passageiro, acostuma. Daqui a um tempinho, tudo se normalizará, com direito a volta triunfal ao cenário político, reeleitos. Ôpa! Isso me fez lembrar um outro filme: “A volta dos que não foram”…
Nilson Pessoa




















































