CAIU DO CÉU UM EMPREGO
Tem políticos que entram na política só para encher o bolso. Tem outros que querem mesmo é firmar relações influentes, com segundas intenções, de olho no futuro. A maioria quer tudo isso. Um pequeníssimo percentual põe o patriotismo acima de qualquer interesse e trabalha pelo País.
Nunca, em minha existência, vi algo parecido antes: José Dirceu acaba de conseguir uma proposta de emprego. E não é qualquer emprego. Gerente de hotel de luxo, em Brasília. Vá ser sortudo assim na Conchichina (ou na Papuda).
No Brasil, 99% dos presidiários não conseguem emprego nem mesmo APÓS o cumprimento da pena. José Dirceu conseguiu um no INÍCIO da pena, sem nenhuma experiência no ramo hoteleiro e com a idade superior a 60 anos, comumente rejeitada nas vagas do mercado. É de cair o queixo de qualquer trabalhador desempregado – seja ele livre, preso ou ex-preso, jovem ou maduro – mas louco por uma recolocação profissional, ainda que rale, acorde de madrugada, tome 3 ônibus lotados pra ir trabalhar e passe por privações.
Dizem que é melhor ter “amigos” na praça do que dinheiro no banco.
É, Dirceu, você é o cara. Agora só falta virar herói…
Nilson Pessoa




























































Poderia dizer que fico feliz por saber que um presidiário, um filho de Deus, conseguiu um trabalho. Mas devido as circunstâncias não sei definir direito o que sinto com essa notícia. Não sei se é vergonha de ser brasileiro, se é revolta, raiva ou o que.
Para mim ele e os outros deveriam apodrecer na cadeia. De lá só deveriam sair se devolvessem cada tostão, e mesmo assim depois de cumprir a pena.
Meu amigo Nilson. Você foi num tema que nos envergonha. Tudo isso é lei e pode, mas só pra eles, Os demais mortais se roubar um pirulito mofa na cadeia,mesmo se tiver um emprego digno e não inventado. Este dono do hotel é do seu grupo, e tudo leva a crer, que terá seus bens, bem guardados e com seguro bem alto, senão corre o risco de vê-lo neste período de adaptação do Zé, como gerente, fazer parte de um novo mensalão. Vergonha, dizer mais o que? Um abraço. Rezende