Famosa por sua história de lutas, onde homens e mulheres, desbravadores, que aqui chegando, transformaram a mata virgem em plantios de cacau, gerando riquezas para a nossa região e, em seguida implantaram a civilização. No entanto, a administração pública não tem o mínimo interesse em analisar uma nova perspectiva, priorizando as atividades que contribuem para uma melhor recepção aos visitantes, que chegam aos milhares todos os anos atraídos pela fama de cidade de Gabriela e, muito bem divulgada pelas obras de Jorge Amado e outros.

A cidade de Ilhéus continua sendo divulgada, principalmente na mídia, por ter se tornado conhecida como “cidade cinquentinha”, isto é, o “coroné”, dono do município estabeleceu uma ordem, onde, passar de carro a mais de cinqüenta por hora, é crime afiançável, basta pagar a multa. Como a maioria dos motoristas estão recolhendo aos cofres do município as dezenas de cobranças mensais, os recursos, estão sendo utilizados em “benefício dos cidadãos”, ou seja, cobrindo o desvio de verba dos últimos vinte anos. Que pena, uma total falta de respeito, o correto, seria investir em nosso potencial turístico. Sendo prioridade, para uma cidade tão bela e encantadora, onde teríamos a oportunidade de explorar comercialmente isso, através de investimentos que venham trazer emprego e renda para nosso Município. Pensar na valorização do Patrimônio Natural, associado à exploração turística sustentável é uma das medidas que podem significar a geração de renda e novos postos de trabalho.

Mas os tropeços das gestões anteriores não param por aí: atualmente, Ilhéus é uma clara mostra de sucateamento, onde dezenas de ruas estão esburacadas; o lixo toma conta das praças e, os fiscais de trânsito ofendem as pessoas diariamente. A falta de respeito para com a boa fé da população é tão grande que se o legislativo pudesse agir com firmeza e serenidade, com certeza voltaríamos a viver dignamente. Creio que é, o que o nosso povo merece. Não vamos baixar a cabeça e permitir a má utilização dos recursos públicos, afinal de contas, a cidade não é só do “coroné” e seus capachos, mas de todos nós.


José Iram Almeida