Não à venda de espaços públicos…
Todo cidadão esclarecido sabe que uma cidade não pode ser um depósito de construções coladas umas às outras, sem espaços verdes que refresquem o ar e o olhar…
Áreas verdes ou áreas livres, em Ilhéus, quase sempre foram tratadas como reserva de áreas disponíveis para favores políticos de toda espécie. Me recordo muito do dia em que, na frente de uma das duas únicas áreas verdes do Malhado, uma pequenina praça arborizada, foi derramado um caminhão de brita, outro de areia e vergalhões de ferro, para a construção de uma casa para esposa de um vereador vindo de um distrito…uma mente consciente demorou em dar andamento ao processo, lá mesmo dentro da PMI, a imprensa chegou, estragando toda a festa da pobre coitada…
A lista destes desacertos é longa; são 4:17 da madrugada e não estou com a cabeça totalmente ligada para tratar desse assunto com o cuidado e atenção que ele merece…vou chegar ao finalmente: Não quero Ilhéus transformada num Guarujá Nordestino…Temos muita terra realmente livre no entorno da cidade para a sua expansão…Pois as comprem, no mercado imobiliário… Parem de ficar de olho grande nas áreas verdes que possuímos para a montagem de circos, feiras, parques, eventos de curta duração… parem de fazer vista grossa às construções de concreto e tijolos nas nossas praças e praias. Parem de lotear ao comércio comum edifícios públicos, como o Bataclan, restaurado com duas generosas verbas da Petrobrás, para a finalidade exclusiva de ocupar um espaço cultural de uso COLETIVO. Me contaram que o que se vê, hoje, lá, é um apinhado de lojas com um quarto no fundo para enganar turistas, dizendo ser o quarto da Maria Machadão… Esta viveu, realmente , ali pelo começo da Ladeira do Outeiro, perto donde viveu Lili Cartomante… Disneylândia pura e História Zero…
Chega de construções esquentando a centro da cidade e congestionando as suas ruas apertadas, abertas por volta de 1690… Revejam a documentação do imóvel construído para Central de Turismo, já no seu terceiro pavimento, hoje… Aquilo, ali, deve ser ARRENDADO àquelas sanduicherias, nem sempre cidadãs, que tratam clientes como cachorros quando se pede que a sanduicheira ponha luva plástica para pegar no pão, ou deixam seus sacos de lixo fora do horário combinado, para os catadores de latinhas o espalhar, diante do local mais bucólico do centro de Ilhéus, apesar da dolorosa ruína do Grupo Escolar General Osório, ali bem ao lado… Muita coisa ainda pode ser feita, por Ilhéus, sem as verbas vultuosas costumeiras, senhores governantes… Não revisei este texto para que este saia mais da emoção que da racionalidade seca… Nada de vender, a ninguém, o Mário Pessoa: apenas, dinamite, caminhões para levar os escombros para quem dele precisa para novos alicerces de casas e o planto de um grande gramado com espécimes da nossa flora praiana… Pronta revogação da louca lei que, agora, permite grandes edifícios ficarem colados às calçadas, sem os recuos pensados e exigidos desde o tempo de Eusínio Lavigne (o Velho)… O FENG SHUI e Ilhéus anda realmente mal, mas ainda pode ser consertado, com decisões corajosas e conscientes… Sem reler este breve discurso,
Guilherme Albagli de Almeida
Universidade Estadual de Santa Cruz























































Concordo e apoio integralmente o ponto de vista exposto por Guilherme Albagli a respeito dos espaços públicos de minha cidade. É um absurdo a liberdade que tem pessoas inescrupulosas e empresas gananciosas para avançar e usar a seu bel prazer aquilo que é PÚBLICO !
Se mais pudesse acrescentar eu citaria o abusivo e ilegal uso de espaço público por parte de dezenas de bares e restaurantes e que invadem e se apropriam de passeios e até da via pública em todas as partes da cidade sem que nada seja feito. Uma volta à noite na (suja e escura) Avenida Soares Lopes expõe diversos desses casos, a partir das sujas e deprimentes “barraquinhas” próximas à Catedral, vendendo, sem nenhum controle sanitário,lanches e coisas afins.
CONCORDO COM TODAS AS PALAVRAS, PENSAMENTO E PONTO DE VISTA DO PROF. GUILHERME ALBAGLI. A CIDADE PRECISA DE ÁREAS VERDES E ESPAÇO PÚBLICO DE QUALIDADE PARA A SUA POPULAÇÃO.