Chegou o momento dos abraços. Esperamos onze meses para dar um abraço em um amigo e lhe desejar feliz Natal.

Onze meses são quase um ano, porque esta demora toda para dar um abraço em um amigo?

Natal é a comemoração do nascimento do Senhor Jesus, Advento para a igreja é a vinda, a chegada do Senhor Jesus.

E o que fizemos nesses onze meses de espera? Como nos comportamos perante as nossas famílias? Com os nossos amigos? O que fizemos pela comunidade? Como tratamos nossos filhos?

Será que apenas nesse mês do Natal, do Advento, o nosso tempo de dar um abraço realmente chegou?

Como os pais acompanharam seus filhos nesses onze meses? Qual a importância que tivemos para com nossos amigos? E você como cidadão fez sua parte perante a sua comunidade? E os vendedores de bens de consumo prestaram um bom atendimento aos seus clientes nesses onze meses? E os políticos? (estes ficam sem comentários). E a palavra amiga ficou guardada esse tempo todo, para apenas o tradicional e simbólico Feliz Natal? A PAZ só pode acontecer nesse mês de festas? Muitas reflexões podem ser feitas pelo o que realmente fizemos ou deixamos de fazer nesses meses que antecedem o Natal do Senhor.

Não, deixamos tudo acumulado para externar nesse mês do Natal. Vamos distribuir presentes e abraços, como estivéssemos nos redimindo da omissão nesses onze meses passados.

É fácil para o filho esquecer que o pai pouco tempo teve para lhe dar atenção? E agora vem lhe ofertar presentes? E o que aconteceu com seu filho nesses onze meses? Como dizia o radialista Ed Carlos: Senhores pais vocês sabem com quem anda seus filhos? Onde os seus filhos se encontram nesse momento? O abraço depois de tantos meses ao amigo pode reparar todo o prejuízo e atraso?

Minha gente! O Natal deve acontecer todos os dias e todos os meses do ano, essa falta do Natal a todo o momento está levando as nossas famílias a enfrentar inúmeras dificuldades, estamos perdendo a referência dos amigos, a nossa participação na comunidade fica por conta de oportunidades passageiras ou interesseiras e os meses vão passando, a gente não exercita nenhuma atitude de grandiosidade e no fim do ano queremos expressar toda a nossa falta saindo por aí distribuindo abraços e presentes.

Em qualquer momento, em qualquer época do ano, sejamos presentes no meio da família, dos amigos, da comunidade, não deixemos que o tempo e os problemas nos envolvam, fiquemos atentos e vigilantes para que o arrependimento não seja o ato final.

Não deixemos que a falta de tempo, os nossos afazeres, as nossas preocupações pessoais interrompa o sentido do Natal. O Senhor Jesus pregava e curava até nos dias de sábado, a sua caminhada era intensa e não via pela frente nenhuma diferença, pois para Ele todos eram iguais, mereciam atenção, respeito e afagos.

ZÉCARLOS JUNIOR