Maria José, logo aqui abaixo, oportunamente nos relembra ter sido o primeiro de Janeiro, antes o “Dia de São Silvestre” ou “Dia da Circuncisão de Jesus”, agora ser dedicado à comemoração do necessário entendimento e fraternidade entre os homens de todas as raças, etnias ou religiões.

Com a carnavalização geral da cultura baiana, talvez pela falta de expectativas mais positivas para a nossa vida de cidadãos, este primeiro dia do ano virou, aqui na nossa terra – realmente uma terra de caranguejos que só andam para trás -, mais um dia de estridente carnaval…

Fosse um carnaval civilizado, com som controlado, ótimo; mas o que ouvimos ontem, aqui na Soares Lopes, foi um som exageradamente alto, com um “trio elétrico” com caixas de som reguladas por gente que nunca ouviu falar em respeito humano, em tímpanos, em conforto auditivo ou em decibéis.

Um caminhão de trio parou bem adiante da nossa casa, só faltando quebrar os vidros das nossas vidraças e furar os nossos tímpanos.

Culpa de alguém? Talvez da grande ignorância generalizada que se manteve perene entre nós, da falta da devida fiscalização ou dos alvarás lenientes que permitem tais crimes ambientais.

Neste mesmo blog, logo mais abaixo, aparece outra notícia: do Fernando Hadad, de São Paulo, haver tentado regularizar este problema de poluição sonora com lei que multa em R$ 1000 os seus infratores; já aqui, na literal “Terra dos Caranguejos”, a lei que nos emana da Câmara de Vereadores é diametralmente oposta à sua correspondente paulistana, permitindo, sim, carros de som rodopiando pelas congestionadas ruas do centro, com seus sons agressivos, que afugentam mais do que atraem clientes aos negócios dos seus anunciantes…

Por aqui, parece faltar ainda muito tempo para o nosso povo realmente se civilizar, de saber respeitar ao próximo e de exigir, mais intensivamente, os seus direitos humanos e de contribuintes ao erário público.

Guilherme Albagli de Almeida
no “Dia da Paz”,
da ” Confraternização Universal”,
e da “Fraternidade” de 2014.