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A REALIDADE DA ZONA SUL

Aqui no meu cantinho fico a imaginar e sonhar com os projetos em pauta, que a todo o momento são discutidos e anunciados pelo poder público municipal.

Imagino e sonho a que todos viessem alcançar a realidade e que a nossa sofrida cidade fosse vista de outra maneira.

Tenho andado pela Zona sul, notadamente a partir do seu marco zero, e o que tenho visto é simplesmente fantástico e até assustador.

A nossa Zona Sul, a começar pela Avenida Getúlio Vargas (Lomanto Jr.), já está totalmente descaracterizada dos tempos do antigo Pontal, que o diga com sua propriedade e autoridade o nosso historiador José Rezende, que tem feito um trabalho impar de registrar diariamente o que está acontecendo.

Mas vamos ao marco zero. As inúmeras construções de edifícios, condomínios residenciais, lançamentos de megas projetos ao longo da belíssima orla, estão levando esta área da cidade a uma transformação radical.

O que está acontecendo na Zona Sul ilheense, guardando as devidas proporções, lembra perfeitamente o que aconteceu com a Zona Sul carioca, que hoje é uma área competitiva com o resto do Rio de Janeiro.

A Zona Sul carioca era assim, praias, florestas, terrenos em abundância e aos poucos o desenvolvimento tomou conta e hoje é o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro, desbancando outros pontos tradicionais.

E aqui na nossa querida cidade o caminho está sendo o mesmo, com o avanço acelerado pela ocupação das áreas existentes, a meta traçada é ocupar a Zona Sul.

Desfrutar de uma residência ou atividade profissional à beira de uma orla deslumbrante de beleza atiça o desejo e a vontade de todos – cidadãos, empresas, turismo.

Agora vem a pergunta que não quer calar: será que o poder público municipal está acompanhando o desenrolar dessa corrida de ocupação da Zona Sul? Todos os projetos em andamento e os próximos lançamentos estão sendo devidamente avaliados? Existe a preocupação com a preservação do meio ambiente? Esgotamento sanitário, abastecimento de água, demanda de energia elétrica, vias de acesso estão sendo analisados? E como estão as compensações por parte das empresas?

Pois é! Daqui a pouquíssimos anos a Zona Sul estará influindo decisivamente no novo perfil a ser cobiçado pelos empreendedores.

Abordamos um pouquinho sobre esta nova versão da Zona Sul, mas, paralela a esta mudança, existem as nossas barracas de praia, que com algumas exceções, precisam urgentemente de uma repaginação.

Não entendo que com a existência da Marinha, Ibama, Secretaria do Meio Ambiente, ainda possamos ver a inadequada ocupação daquele espaço.

Projetos exuberantes de um lado e a favelização do outro? Triste contraste.

Depois dessa visita acho que a ponte deve estar pronta ontem, pois brevemente estaremos cobrando por um novo acesso para a Zona Sul.

Seria oportuno que os projetos de acessos Banco da Vitória/Zona Sul e Banco da Vitória/Rodovia Ilhéus-Uruçuca voltassem a ser também discutidos. Lembra-se disso José Rezende?

Esta pequena abordagem foi sobre a orla, deixamos à parte os bairros Ernani Sá, Nélson Costa, São Francisco, N.S. da Vitória, Ilhéus I, II e adjacências, que também estão se desenvolvendo de uma maneira acelerada.

Ilhéus precisa ser mais visitada pelos ilheenses, as mudanças estão ocorrendo rapidamente e muita gente está deixando o bonde da história passar.

ZÉCARLOS JUNIOR

4 respostas para “A REALIDADE DA ZONA SUL”

  • JOSÉ REZENDE MENDONÇA says:

    Grande Zé.

    Realmente, se nada for feito dentre tantas coisas, a mobilidade urbana, o caos a partir do Marco Zero, é pra já. Tenho rigorosamente acompanhado todo este processo via material fotográfico, e em breve vai ter assunto para muitas teses (monografias) de estudantes, nas diversas áreas das universidades regionais.

    Quanto,a este texto no seu artigo – “Seria oportuno que os projetos de acessos Banco da Vitória/Zona Sul e Banco da Vitória/Rodovia Ilhéus-Uruçuca voltassem a ser também discutidos. Lembra-se disso José Rezende?”

    Tenho a te dizer que nos anos 80, um dos mandatos do então governador da Bahia, o senhor ACM, encaminhei ao senhor Paulo Souto, naquela época Secretário de Minas e Energia, um projeto do anel rodoviário no Banco da Vitória. Este anel seria aproximadamente em frente a antiga Clínica Medauar. Onde daria acesso a zona sul pela BA-001( na área vizinha ao Parque de Exposições) e para zona norte, na BA 262 ( Ilhéus/Uruçuca), nas proximidades da futura sede da ZPE.

    Isto tem mais de 25 anos, e nunca deram atenção. E não vai ter jeito, cedo ou mais tarde terão que fazer isto. Quando enviei este projeto ainda trabalhava na CEPLAC, foi para Paulo Souto, devido a minha aproximação com ele, pois trabalhou no setor de Geologia da CEPLAC, no Corumbá ( O CEPEC ainda não tinha sido inaugurado). Hoje já estou com 19 anos de aposentado e nada foi feito, só promessas. Se este trevo fosse feito naquela época não estaríamos agora neste caos, que liga a zona sul de Ilhéus com o centro da cidade.

    Mas, este ano ainda, este anel rodoviário deverá vir como promessas do candidato Paulo Souto a governador da Bahia. Como também a duplicação da BR-415, que no seu último mandato foi também promessa e não se concretizou. Veio o Jaques Wagner (oito anos) e virou folclore, também.

    Então meu amigo Zé, a nossa região vive de promessa e vive muito bem, pois os SANTOS ainda não reclamaram…

    Um abraço
    Rezende

  • deolho says:

    excelente visao de futuro!
    Pena nao ter sido aproveitado a ideia, talvez hj nao estariamos sofrendo tanto com o caos no transito.

  • jose Alberto Maia says:

    Excelente matéria.
    Todo os assuntos abordados merecem uma atenção dos poderes públicos e de toda Ilhéus (entidades de classe, sindicatos, ONGs, CDL, ACI, enfim toda a sociedade de nossa cidade).
    Outro ponto que devemos nos preocupar , referente a zona SUL é que devemos tornar estes bairros (Pontal, Hernani Sa, Nelson Costa, NS da Vitoria, São Francisco e outros ) mais autônomos. Urge a implantação de uma a agencia bancaria, Escritório da Embasa e Coelba, Hospital e Clinicas, Escolas (Do nível do Vitoria, Piedade e outros), uma mini prefeitura, uma unidade do SAC, e outras. vamos desde já trabalhar pela terceira ponte .

  • Itabuna 2.0, lembremos de 1906…

    Se continuar nessa curva de crescimento e olharmos para uns 30 anos no futuro, a Zona Sul pode muito bem se emancipar de Ilhéus… Fronteira geográfica, desconexão com o Centro, mercado próprio, populações votante e desigualdade orçamentária já existem, só falta a coesão de grupo e a legenda política interessada.

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