DIA DA ACUSAÇÃO – 25 MARÇO 2014
O caso cinquentinha.
A Câmara de Vereadores exerce a função do Poder Legislativo na esfera municipal. Os vereadores são eleitos através do voto direto, cujo mandato tem duração de quatro anos, sendo a reeleição ilimitada. A quantidade de membros desse cargo político é estabelecida através do contingente populacional de cada município (quanto mais habitantes, maior será o número de vereadores de uma cidade). Contudo, foi estabelecido um número mínimo de 9 e um máximo de 55 vereadores por município. Para se candidatar é necessário atender aos seguintes requisitos:
– Ter nacionalidade brasileira;
– Estar filiado em algum partido político;
– Ter idade mínima de 18 anos;
– Possuir domicílio eleitoral no município pelo qual concorre ao cargo;
– Ter pleno exercício dos direitos políticos.
Os vereadores são eleitos juntamente com o prefeito de um município, no qual os primeiros têm a função de discutir as questões locais e fiscalizar o ato do Executivo Municipal (Prefeito) com relação à administração e gastos do orçamento. Eles devem trabalhar em função da melhoria da qualidade de vida da população, elaborando leis, recebendo o povo, atendendo às reivindicações, desempenhando a função de mediador entre os habitantes e o prefeito.
Outra importante atribuição a um vereador é a elaboração da Lei Orgânica do Município. Esse documento consiste numa espécie de Constituição Municipal, na qual há um conjunto de medidas para proporcionar melhorias para a população local. O prefeito, sob fiscalização da Câmara de Vereadores, deve cumprir a Lei Orgânica.
É mais ou menos por aí o que deve fazer um vereador. Mais alguma coisa?
Sim, neste domingo, dia 25 de maio, faz dois meses que o ex-prefeito adentrou o salão da câmara e no uso e gozo de suas faculdades mentais, usando o idioma nacional, em voz alta e clara, afirmou que foi chantageado por um grupo de vereadores, no caso que se tornou amplamente divulgado e denominado CINQUENTINHA.
O que aconteceu? O povo retado, a imprensa cobrando providências, a mesa diretora da câmara em profundo silêncio, a justiça sumiu, o prefeito viajou pra capital, enfim, foi um pandemônio geral.
Depois dessa confusão formada, nada, absolutamente nada foi feito. O denunciante não apresentou as provas, os acusados sequer esboçaram uma defesa e a acusação foi-se pelo ralo, como tudo quando se trata de mal feito dos políticos.
Vale aqui registrar que não é a primeira vez que essas coisas acontecem na nossa câmara.
Lamentavelmente e para decepção das pessoas de bem da cidade, mais um caso veio à tona e nada, nadica de nada, foi apurado.
As coisas no nosso Brasil varonil, em especial na nossa sofrida cidade, são tratadas dessa forma, numa afronta deslavada para com o povo, para com os ilheenses e contra os elevados princípios da moral, da ética e dos bons costumes.
Ainda poderá acontecer alguma coisa? Duvido e muito. Devemos sim nos preparar para novos casos, que fazem o eleitor desconfiar ainda mais dos políticos de plantão e dos que cobiçam também entrar na rede dos esquemas e conchavos.
Essa “ profissão “ de político é uma invenção do satanás.
Xô satanás, eu já estou vacinado e longe de vocês.
ZÉCARLOS JUNIOR




















































