Mas falem de mim. Nenhum ser humano consegue viver sem ser constantemente incomodado, até porque, quem lhe incomoda, lhe ajuda a ser mais ativo. Considerando os novos valores com os quais a sociedade convive, é necessário nos preocuparmos principalmente com o hoje, o amanhã não é competência de quem comete tantas asneiras, esperando ser canonizado. Conviver com o outro, é antes de tudo responsabilidade e preocupação com o social, ou seja, fazendo a vontade do criador. No entanto, os seres humanos se sentem no direito de praticar atos, que são contra à vontade e, o desejo de quem nos colocou neste mundo e leva de volta sem aviso antecipado.

Na simples condição de ser humano, eu não consigo viver, sem saber que o meu nome está na boca do povo. Por isso, as vezes me sinto na obrigação de cometer “loucuras”, como por exemplo andar falando sozinho. É claro que isso provoca risos e desconforto em muita gente, principalmente os que se dizem mui amigos.

Dias atrás, resolvi enfrentar um individuo que invadiu uma fila dos caixas no Banco do Brasil. Soltei palavrões, mas fiz o cidadão recuar e aguardar a sua vez. Não me perguntem se já furei fila, pois com certeza eu vou negar. Frouxo como eu sou dificilmente encaro a realidade como um valor, prefiro as coisas erradas, com certeza, são mais fáceis de serem resolvidas. Creiam não descarto a possibilidade de fugir da luta, principalmente se for para tirar proveito afinal de contas somos da mesma espécie.

Falar dos outros é coisa fácil, difícil é encarar os meus defeitos, que não são poucos. Por favor, continuem falando de mim e não esqueçam do velho ditado: “ Quem tem telhado de vidro não deve jogar pedras para o alto”


José Iram Almeida