E O DIA DA ÁRVORE NO BAHAMA.

Luiz Ferreira

Pelo quarto ano coordeno um evento simples, mas de grande valor educacional, sobretudo para as crianças, pois é besteira investir em adulto de mente viciada.

As crianças plantam suas árvores e deixam marcados os seus nomes em placas, carimbando a sua participação. Da comunidade, vêm alunos pobres de grupos escolares que também aprendem o valor da árvore e como deve ser cuidada.

Neste ano, dia 20/09, foram plantadas 15 pés de Ouricuri, uma árvore em extinção.

E quem compareceu, num universo de 100 casas edificadas no Grand Bahama?

Mesmo estando presentes, alguns não puderam deixar sua cervejinha para, pelo menos por curiosidade, ver o que estava acontecendo, a despeito de terem recebido antecipadamente todas as informações. Outros, nem deram bolas e não compareceu inclusive a própria Diretoria. E as autoridades locais convidadas? Nem responderam como procederam da mesma forma nos anos anteriores. Palmas para as abnegadas mestras que trouxeram as crianças!

Mas é assim mesmo o brasileiro. É de palrar e “fazejar”, jamais!

Se fosse um abraço numa árvore na Pajuçara, num ato até mesmo oba-oba, com a presença da TV Gazeta, de um mequetrefe político envolvido no mensalão da Petrobrás e puxado por socialites e Ongs fajutas, uma multidão se espremeria e deitaria falação de patriotismo e defensor do meio ambiente. Seria uma manifestação bombástica!

Mas, enquanto tiver forças (77 anos) e me permitirem, continuará o diferencial, pois o que me move é o que a minha consciência comanda, sem quaisquer outras preocupações, a não ser contribuir e me tornar útil à sociedade nos limites da minha capacidade.

E sempre tendo projetos a executar, razão maior da vida, sem os quais ela não teria sentido. Ademais, não dando colher de chá à senilidade que, paradoxalmente, ronda muitos de faixa etária aquém.

 Luiz Ferreira da Silva, 77.

 Engenheiro-Agrônomo, Pesquisador aposentado. Escritor.

Barra de São Miguel, 21 de setembro de 2014