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AS ORÍGENS E A HISTÓRIA DA MAÇONARIA – PARTE II

Ir.’. Everaldo.

DOCUMENTOS ESCRITOS

Durante a Idade Média, a hoje chamada Maçonaria Operativa ou Maçonaria de Ofício se desenvolveu fortemente, preservando assim a Arte Real entre os mestres construtores da Europa.

Após o século VI o segredo da arte de construir ficou confinada aos conventos, pois as associações monásticas eram formadas por clérigos. Isso deu certa segurança, pois a qualquer ataque bárbaro os artistas e arquitetos se escondiam nos conventos e os segredos estavam salvos.

Surgem então os frades construtores que ensinam leigos e isso gera a formação de confrarias leigas até o século X. Acontece que em 926, o rei Athelstan, após vencer os escoceses, passa pela cidade de York onde se reúne com os Colideus na Catedral de São Pedro. Imediatamente ele proclama um édito para que todos os operários e construtores se reúnam ali para tratar de assuntos pertinentes à associação de construtores, ou seja: reparar os prejuízos que as associações tiveram com as sucessivas guerras e invasões.

York era famosa pelo número de confraria de construtores. Sua fundação remonta a 71dC quando o governador romano da Britânia, Quintus Petillius Cerialis invade a Brigantia (Úmbria) e fixa acampamento entre os rios Ouse e Foos. Com o tempo ergueram no local uma fortaleza que ganhou o nome de Eboracum. O ponto virou cidade, cresceu e tornou-se de grande importância para o Império Romano. Tudo leva a crer que os colegiatti participaram da construção.

Voltando a 926, após a reunião, o príncipe Edwin (filho de Athelstan) concede Carta Constitutiva à Loja de York e se torna o seu primeiro venerável-mestre. A carta (hoje chamada de York) contém um estatuto que deveria ser seguido como lei suprema pela
confraria.

Por volta do século XII surgem associações que preparam profissionais: as chamadas Guildas – associações estabelecidas entre as corporações de operários, artesãos, negociantes e artistas.

As guildas tinham um ritual no qual se despejava fora três chavelhos de cerveja: !° Homenageava os deuses; 2° Honrava antigos heróis; 3° Agraciava os parentes e amigos mortos. Após o exótico “brinde” os participantes juravam defender uns aos outros como irmãos.

As reuniões das guildas eram feitas com banquetes, prática repugnada veementemente pela Igreja devido a orígem pagã. Para abrandar os clérigos, cada guilda tinha um santo como patrono.

A Carta de York é o primeiro documento que cita a palavra Loja como designativo de corporação. Outros documentos maçônicos antigos conhecidos são a Carta de Bolonha e o Poema Régio.

O texto da Carta de Bolonha foi redigido em latim por um tabelião sob a ordem do Prefeito da cidade italiana de Bolonha, Bonifacii De Cario, no dia 8 de agosto de 1248. O historiador espanhol, padre Ferrer Benimeli, especializado em Maçonaria, traduziu e comenta: “Tanto pelo aspecto jurídico, quanto pelo simbólico e representativo, o Estatuto de Bolonha de 1248 com seus documentos anexos nos coloca em contato com uma experiência construtiva que não foi conhecida e que interessa à moderna historiografia internacional, sobretudo da Maçonaria, porque situa-se, pela sua cronologia e importância, até agora não conhecida, à altura do manuscrito britânico “Poema Régio”, do qual é muito anterior e que até hoje tem sido considerado a obra mais antiga e importante”.

Os Estatutos de Bolonha de 1248 foram seguidos pelos de 1254 – 1256. O fato é que em 1257 decidiu-se a separação entre os Mestres do M uro (pedreiros) e os Mestres da Madeira (marceneiros), que na época eram uma só corporação, apesar de separados nas assembléias, tinham os mesmos Chefes.

A importância do documento procede, pois em 1723, quando James Anderson compilou informações para publicar as Constituições de Anderson, com certeza consultou a Carta de Bolonha.

O Poema Régio (Regius Poem) ou Manuscrito Halliwell (sobrenome de seu descobridor) foi escrito por volta de 1390 em inglês arcaico sobre pele de carneiro. Crê-se que as 64 páginas são cópias de um documento mais antigo. Contém lendas, fatos bíblicos, descrições de artes e normas. O documento cita o rei Athelstan (924-939) que convocou um encontro de operários para definir leis, regras e preços do ofício.

Outros documentos antigos e interessantes sobre a Maçonaria Operativa são: “Preambolo Veneziano dei Taiapiera” (1307); “Manuscrito de Cooke” (1430-1440); “Manuscrito de Estrasburgo” (1488).

As sociedades maçônicas são oriundas então das corporações de construtores da Idade Média. Se não vejamos: a palavra francesa “maçonnerie” e a inglesa “masonry” significam “construção”. Enfim, todas as afirmações estão ligadas certamente à construção que, na verdade, significa a construção de um homem melhor. Havia dois tipos de pedreiros: o rough mason (pedreiro bruto) que trabalhava com a pedra sem dar-lhe forma, e o free mason (pedreiro livre) que detinha o segredo de dar forma à pedra bruta. A pedra bruta simboliza as “arestas” da personalidade queo maçom deve aparar para se aperfeiçoar:. tais arestas são os vícios, a falta da moral e dos bons costumes; enfim, os defeitos humanos.

A máxima milenar “Conhece-te a ti mesmo” (Nosce te ipsum, em latim, e Gnothi seauton, em grego), foi escrita no portal do templo de Apolo, em Delphos, e é atribuída a Sócrates (470aC) que ensinava a seus discípulos. A primeira profissão de Sócrates foi de pedreiro, ofício que aprendeu com o pai, mas depois se dedicou à filosofia. Alegava que a sabedoria começa no reconhecimento da própria ignorância: “Só sei que nada sei!”. Dizia que a “virtude” era a mais importante de todas as coisas. A máxima “Conhece-te a ti mesmo” encontra abrigo na ação do maçom, pois esse conhecimento interior o tornará polido, perfeito (a pedra cúbica).

Muito se fala da diferença entre franco-maçons e maçons. Elucidando a questão, “franco” significa: “desembaraçado”, “livre”, portanto a tradução correta do termo inglês “freemason” é “maçom-livre” ou “franco-maçom”. Os pedreiros medievais trabalhavam com um calcário aplainado ou arenito chamado de cantaria, um tipo de pedra que podia ser cortada sem trincar. Quem trabalhava essas pedras esquadradas era “freestone” (pedreiro-livre ou autônomo).
Em 1375, aparece o o termo “freemason” (franco-maçom). Trezentos anos depois a palavra “free” foi abandonada. Em 1656 a Companhia de Pedreiros de Londres retirou a palavra “free” antes de “maçom”, pois começou a receber membros não-pedreiros: chamados especulativos, livres ou aceitos.

O termo “livre e aceito” foi usado pela primeira vez na The Old Constituitions, publicada por J. Roberts em 1722 da Sociedade Antiga e Honorável de Maçons Livres e Aceitos. O “aceito” significa que a Fraternidade Interna de Maçons Especulativos, dentro da Companhia de Veneráveis Pedreiros de Londres, aceitava membros operativos por aprendizado ou patrimônio.

Informamos aos caros leitores e seguidores do R2CPRESS, em especial aos que se interessam pelo tema em foco, que à partir da próxima etapa dessa pesquisa, abordaremos a parte relativa à Maçonaria Moderna.

JOSÉ EVERALDO ANDRADE SOUZA
MESTRE MAÇOM DA LOJA ELIAS OCKÉ – NR 1841
ORIENTE DE ILHÉUS-BA.
FILIADA AO GOB – RITO BRASILEIRO.

Para ler a PARTE I clique AQUI.

1 resposta para “AS ORÍGENS E A HISTÓRIA DA MAÇONARIA – PARTE II”

  • SELMA BORGES says:

    “Enfim, todas as afirmações estão ligadas certamente à construção que, na verdade, significa a construção de um homem melhor”TEMOS QUE AGIR,E NÃO SÓ FALAR.Encontre um abrigo na ação do maçom, pois esse conhecimento interior o tornará polido, perfeito (a pedra cúbica).Experiência própria,tenho um maçon como vizinho;pessoa maravilhosa.

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