ILHÉUS, CIDADE SUJA
Para nós que aqui vivemos não é nenhuma novidade. Para os que nos visitam, seja a negócios ou lazer, é uma surpresa decepcionante.Reconheço. Se visitante fosse, a coisa que logo me viria à cabeça, numa suposta primeira viagem a Ilhéus, seria a convicção de que encontraria uma cidade litorânea rica em belezas naturais e de forte potencial turístico, sobretudo pela marcante história do ciclo do cacau, largamente difundida mundo afora pelo saudoso Jorge Amado em sua fascinante obra literária. Por conta disso, imaginaria ser uma cidade limpa e bem cuidada, onde prevaleceria uma cultura de preservação e conservação impregnada nos corações e mentes dos munícipes e dos gestores.
Infelizmente, a realidade é outra. A cada ano, aumenta o número de visitantes que aqui pisam pela primeira vez; por conseguinte, aumenta a quantidade de decepcionados que dificilmente viriam de novo. A cada ano ouço nas praias, ruas, bares e restaurantes mais e mais visitantes comentando entre si e até com os locais, sobre a imundície, os buracos nas vias e os preços abusivos praticados nessa bela porém maltratada cidade.
Justo nessa época de alta estação a coleta de lixo doméstico desanda, os tradicionais lixões espalhados aos quatro cantos triplicam de volume, as moscas, ratos e urubus infestam e o mosquito da dengue prolifera.
E a vida segue, com a gestão municipal fingindo melhorar Ilhéus, Ilhéus fingindo ser cidade turística e os moradores mergulhados em lixo, buracos, descaso e abandono.
Justo nessa época de alta estação a coleta de lixo doméstico desanda, os tradicionais lixões espalhados aos quatro cantos triplicam de volume, as moscas, ratos e urubus infestam e o mosquito da dengue prolifera.
E a vida segue, com a gestão municipal fingindo melhorar Ilhéus, Ilhéus fingindo ser cidade turística e os moradores mergulhados em lixo, buracos, descaso e abandono.


























































