DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS
Por JUVENTINO RIBEIRO

JUVENTINO RIBEIRO
Tenho me manifestado em conversas com amigos sobre as reações violentas de fanáticos muçulmanos às charges publicadas em meios de comunicação. Acho que alguns profissionais de imprensa costumam reclamar, dizendo-se vítimas de perseguição e de violência, sem dimensionarem o alcance que têm suas difusões na mídia.
Às vezes agem levianamente praticando iconoclastia, derrubando de pedestais mitos cultuados por fanáticos que em atitudes irracionais, não mensuram suas atitudes de vendeta. É a famosa para cada ação, uma reação.
Costumo sempre recorrer a uma frase atribuída a Napoleão Bonaparte: “Tenho mais medo de um jornal, por menor que seja, do que de um exército de dez mil soldados”. O sábio imperador francês teria exata dimensão do poder da mídia há mais de 200 anos, quando havia somente jornalecos. Hoje esse poder é incomensurável, com a parafernália midiática de comunicação de massa.
Os ataques de muçulmanos na França causaram consternação e foram destaque mundial. Isso pareceria normal, se não houvesse ofuscado outros acontecimentos de autoria de outros irracionais que atendem pela denominação de Boko Haram.
Na mesma ocasião, em repudiante e irracional atitude teriam utilizado uma menina de 10 anos como bomba, logo após terem assassinado cerca de 2 mil pessoas e desabrigado mais de 5 mil no norte da Nigéria. Entretanto, até o momento nem o governo local nem a comunidade internacional reagiram à altura a esse absurdo.
Sou contra qualquer tipo de radicalismo ou fanatismo, principalmente de cunho religioso e político, mas uma pergunta não quer calar: Será que tantas vidas têm menos valor do que as 17 vítimas dos ataques perpetrados na Europa?




















































