Zé Nazal Presidente do Instituto Geográfico e Histórico de Ilhéus
Minha amizade com Nazal é longa pois juntos, na “mesa ferradura” da Escola Ruy Barbosa, aprendemos a traçar as letras do alfabeto, a não temer os fantasmas e a ver germinar um grão de feijão.
Seu avô paterno, o velho Nazal Soub, nosso vizinho na Soares Lopes, era um homem afável e paciente; quando alguém quebrava um vaso, um bibelô, era ele quem colava, às vezes, dezenas de cacos, deixando quase nova a peça destruída. Sua avó paterna, a querida Zezé, era uma artista plástica criativa e de mentalidade evoluída que tinha na sua sala uma foto sua junto a Amado e Sartre, numa visita a Ilhéus.
Pelo lado materno era neto do Dr. Pacheco, um grande filantropo que doou parte da sua Fazenda Bela Vista para a construção da hoje destruída Maternidade Santa Isabel. Precavido, estipulou que ninguém, nunca, poderia mudar a finalidade original daquela doação – uma maternidade a serviço da população ilheense. Já a sua avó materna, a grande dama Dona Esther Gouveia, muito religiosa, filha de uma família da aristocracia paulista, era amiga de Anita Malfatti e de outras estrelas da “Semana de 22”.
Tenho a certeza que o Zé não apenas somou as virtudes dos seus avós, mas as multiplicou: Paciência, Afabilidade, Criatividade, Altruísmo e Religiosidade.
Quero bem a este amigo que está no topo da minha lista de preferências para uma próxima gestão municipal e que poderá, com muita lisura, dirigir e recuperar este município nos próximos anos.
Certo dia, alguém me disse:
“Mas ele não tem malícia…”
Contei isso a ele e ele me respondeu:
“Conheço muito bem as malícias, mas não as pratico”…
Justo por isso confio nele.
Guilherme Albagli de Almeida


























































