É POSSIVEL MUDAR O MUNDO

Há um momento na vida de todos nós em que acreditamos que podemos mudar o mundo. Esse momento, normalmente, acontece quando somos jovens, cheios de idéias, transbordando de energia e ávidos por saber mais. O tempo encarrega-se de convencer-nos de que tudo é utopia, sonho de juventude… certo? Errado!

Hoje já jovens que acreditam nessas idéias e que encontraram no voluntariado a possibilidade de não só sonhar com um mundo melhor, mas de realmente fazê-lo melhor.

O voluntariado jovem é uma forma de multiplicação e, principalmente, de consolidação de uma atitude que desperta o ser humano melhor que há em cada um de nós. É aquela idéia que deixa de ser idéia e passa a ser real, permitindo que o jovem seja não só a esperança, mas um agente de transformação social que se multiplica.

Esses jovens não fazem “caridade”, fazem muito mais, disponibilizam tempo e talento, desenvolvendo atividades sistemáticas em creches, asilos, hospitais…, em busca de um sonho que, agora, não é mais sonho.

Ao realizar trabalho voluntário, o jovem tem a oportunidade de vivenciar sérios problemas sociais, conviver com uma realidade muito diferente da sua e transpor para a prática as lições de cidadania e responsabilidade social aprendidas em sala de aula.

Desta forma, esse jovem torna-se mais responsável, solidário, consciente dos problemas da sociedade, comprometido com a transformação positiva da sua comunidade e, por certo, ela passa a ter certeza de que o sonho transformou-se em realidade: é possível mudar o mundo!
Lembremos da historia do Incêndio da Floresta que teve a grande participação do beija flor.

O INCENDIO DA FLORESTA


Diz a lenda que havia uma imensa floresta onde viviam milhares de animais, aves e insetos. Certo dia uma enorme coluna de fumaça foi avistada ao longe e, em pouco tempo, embaladas pelo vento, as chamas já eram visíveis por uma das copas das árvores. Os animais assustados diante da terrível ameaça de morrerem queimados, fugiam o mais rápido que podiam, exceto um pequeno beija-flor. Este passava zunindo como uma flecha indo veloz em direção ao foco do incêndio e dava um vôo quase rasante por uma das labaredas, em seguida voltava ligeiro em direção a um pequeno lago que ficava no centro da floresta. Incansável em sua tarefa e bastante ligeiro, ele chamou a atenção de um elefante, que com suas orelhas imensas ouviu suas idas e vindas pelo caminho, e curioso para saber porquê o pequenino não procurava também afastar-se do perigo como todos os outros animais, pediu-lhe gentilmente que o escutasse, ao que ele prontamente atendeu, pairando no ar a pequena distância do gigantesco curioso.
– Meu amiguinho, notei que tem voado várias vezes ao local do incêndio, não percebe o perigo que está correndo? Se retardar a sua fuga talvez não haja mais tempo de salvar a si próprio! O que você está fazendo de tão importante?
– Tem razão senhor elefante, há mesmo um grande perigo em meio aquelas chamas, mas acredito que se eu conseguir levar um pouco de água em cada vôo que fizer do lago até lá, estarei fazendo a minha parte para evitar que nossa mãe floresta seja destruída.
Em menos de um segundo o enorme animal marchou rapidamente atrás do beija-flor e, com sua vigorosa capacidade, acrescentou centenas de litros d’água às pequenas gotinhas que ele lançava sobre as chamas.
Notando o esforço dos dois, em meio ao vapor que subia vitorioso dentre alguns troncos carbonizados, outros animais lançaram-se ao lago formando um imenso exército de combate ao fogo.
Quando a noite chegou, os animais da floresta exaustos pela dura batalha e um pouco chamuscados pelas brasas e chamas que lhes fustigaram, sentaram-se sobre a relva que duramente protegeram e contemplaram um luar como nunca antes haviam notado

Colaboração de Luiz Castro
Bacharel Administração de Empresa.