ILHÉUS
Amigos, é com pesar que posto estas palavras em relação a Ilhéus, cidade querida, primeira cidade baiana na qual morei logo quando vim de São Paulo com 8 anos de idade, e que hoje vejo nesta situação lamentável, urbanisticamente destroçada, uma cidade com pretensões turísticas, que hoje encontra-se estrangulada, um trânsito horrível, a Avenida Soares Lopes nesta situação, toda esburacada, as calçadas intransitáveis que viram lagoas com uma simples chuvinha de 10 minutos.
Em relação à Cultura a dor vem do fundo do peito em ver suas principais instituições fechadas ao público, a começar pelo Cine Theatro Ilhéus, há tanto tempo desativado por uma reforma que não se sabe quando se conclui. As fotos abaixo foram feitas na última quarta-feira, nas imediações e frente do Cine Santa Clara, onde nesta semana esta acontecendo o FECIBA 2015, importante festival do Cinema Baiano, que já está em sua quinta edição, um evento tão bem produzido que deveria ser motivo de orgulho por parte da população e da administração local, e que no entanto, até o momento, segundo seus produtores, não contou com a presença de nenhum representante oficial da prefeitura para qualquer de suas atrações.
Pessoas importantes da cultura baiana encontram-se neste momento na cidade, atores, produtores, diretores de nosso Cinema, sempre arduamente realizado, e a cidade trata o evento e essas pessoas com total indiferença, numa atitude que chega a ser desrespeitosa . Lembrando também que ontem começou o Festival do Chocolate e a impressão dos frequentadores, com certeza, será a mesma. É triste para mim ter que falar estas coisas, pois apesar de morar em Itabuna, amo Ilhéus da mesma forma, pra mim as duas são uma coisa só, ainda mais agora que encontram-se praticamente unidas por bairros, universidades, formando uma região metropolitana de quase 500.000 habitantes.
Quero terminar pedindo à minha querida amiga Adryana Ribeiro e meu primo de coração, Jorge Maron Neto, pessoas ligadas à administração local, que dêem uma puxadinha de orelha nos responsáveis, para que esta situação se modifique para melhor, no mais curto espaço de tempo possível. E que não vejam estas críticas como destrutivas, mas como alguém que ama esta linda cidade de Ilhéus e sente-se constrangido, perante colegas e turistas, em apresentar a cidade assim.




























































