PRIMEIRO ATO – Ficamos imaginando, que ao nascer o ser humano, poderíamos ter uma noção exata da sua pureza com a grandeza de espírito sério e empreendedor de coisas boas. Com decorrer da sua vida de criança que se tornando homem, permanece a esperança que surgiu um eminente precursor de dignas propostas criando origem para idealizador de um mundo transparente e promissor!

A idade segue naturalmente em virtude! Assumir os cabelos brancos, além de ser libertador, traz ao homem um ar de maturidade que agrada em cheio à mulherada. Olhamos alguns dos principais representantes desta onda que aprendem como cuidar dos cabelos grisalhos, são vaidosos e bem articulados para aparecerem em locais de destaques. Em outros países a velhice não é vista como um fantasma e o estigma e os preconceitos que a cercam são menores do que no Brasil.

Em outra análise, observamos que a juventude aqui não é apresentada como a única “verdade”, pois a sociedade não exclui o idoso, que continua integrado socialmente e produtivo até muito tarde. Deixamos então de lado as questões que envolvem famílias que eliminam seus velhinhos e os colocam em abrigos a fim de ficarem livres de trabalhos que muitos afirmam serem exaustivos: “esses entes, para algumas pessoas e planos de saúde são massas velhas improdutivas”. Muito nefasto esse adjetivo que tenta desqualificar o ser humano em sua tenra idade.

No despertar das pessoas idosas, cria alguma incerteza aliada a pouca esperança de confiabilidade. Surgem os sentimentos de culpa pela sua qualidade de vida quando é trabalhosa pelo quadro de saúde. Precisamos gritar para que os incautos que desconhecem seres humanos, e que ouçam perfeitamente: “OS VELHOS TAMBEM QUEREM VIVER”! O quem são os responsáveis por essas trajetórias marcadas pelo a existência humana e quais serão os protetores dessas pessoas que passam pela curva da idade adulta? A experiência dos idosos são lacunas impreenchíveis na sociedade humana.

SEGUNDO ATO – Direcionando a atenção para o lado da experiência que atinge a idade adulta, se torna muito difícil entender os fracassos de pessoas que ao longo da vida, após passar por tantos caminhos atingindo a idade idosa, mergulham em indecorosas atitudes, formando meios de destruições pessoais marcadas por atos desonestos. Vale refletir: “Entre um governo que faz o mal e o povo que consente, há certa cumplicidade VERGONHOSA”. Victor Hugo.

A situação moral e econômica do nosso País trazem muitas dificuldades para atingirmos à plena confiança num futuro bem próximo. E qual é a relação entre a corrupção e a violência?  Todos os dias sempre em regime de devassidão acompanhados de assaltos ao erário público surgem os crimes “por excelência” que despertam a atenção, a indignação e a repulsa são aqueles já conhecidos: homicídios, latrocínios e estupros. A denúncia que verificamos em meios de comunicações é forte e sugere com o uso do termo “bandos organizados para as praticas de crimes”, em seu significado de quadrilha de malfeitores, numa situação de violência dentro de outras situações prontas para a violência.

Vale a pena confiar nas pessoas que vivem em nosso mundo cheio de controvérsias? Alguns dizem “depende”. Muitos de forma cautelosa dizem: Depende de vários fatores. Do quanto conhecemos essa pessoa, do seu caráter, da sua sinceridade e principalmente dos seus atos. Mas, como aceitar essa onda de grandes eventos morais em que os homens de bem no cotidiano são considerados raras exceções.

Muitas pessoas movidas pela revolta esquecem até que as pessoas mudam. Tem quem exclama acerca da possibilidade de alguém dar crédito em que não se podia confiar. Pode alguém aprender com os seus erros e se tornar um ser humano confiável? Claro que é sempre bom ter um pé atrás, e analisando bem precisamos observar a pessoa e a sua maneira de agir.

É necessário o convívio e passar a conhecer melhor as pessoas em nossa sociedade alternativa. Verificar que pessoas não são estáticas. Olhar com admiração que crescem, erram e acertam. No entanto, os homens públicos que assumem as representações de comunidades em geral, especialmente, a classe dos políticos perdeu a sua fé pública. Tornaram o mundo em povoadas com locais de gente triste que perderam a confiança neles. Qualquer indivíduo que não pratique ações dignas faz muito mal, todavia, o homem de cabelos grisalhos e idoso praticando falcatruas é um pedaço de mau caminho. PENSEM NISSO!!!

Eduardo Afonso – Ilhéus-Bahia