Leonardo Garcia Diniz em: “EU”!,… O MEU EGO VAIDOSO.
Tenho um assunto preferido; “eu mesmo”!
Quando falo sobre virtudes alheias é de forma moderada, ponderada e sucinta; mas, quando discorro sobre mim mesmo o faço demoradamente, com riqueza de detalhes, deixo meu ego comandar os adjetivos e em todos os que eu digo e penso o faço elevando-o ao superlativo absoluto sintético; sou, nestas horas, boníssimo, sapientíssimo.
A Maçonaria em muito tem me ajudado a vencer este meu inflado EGO, seja através do ensinamento e prática da TOLERÂNCIA, seja no constante aprendizado do valor do silêncio, seja na obrigação de ouvir ao outro, seja nos conselhos que recebo, seja no fato de eu só poder me pronunciar quando me for permitido fazê-lo; assim (ouvindo, ouvindo, ouvindo), este pequeno exercício, prático e costumeiro, em Loja, ouvir, nos conduz ao permanente admitir/permitir que o outro tenha um posicionamento diferente do nosso e, mesmo que não o aceitemos, generosamente, “toleramos” que o outro o exponha e pacientemente, respeitosamente, o ouvimos.
O primeiro aprendizado exigido a um Maçom é a pratica do silencio, pois, aprendendo a ouvir pode ele melhor refletir sobre a mais perfeita forma de gerir seus próprios conflitos e a do de seus irmãos. Este treinamento de ouvir, calar, falar quando lhe permitido for, leva-nos, a todos, na prática, a sermos mais tolerantes e atenciosos.
Aprendemos que é o silencio que nos permite melhor escutar, descer de nossos enraizados posicionamentos e acolher ao pensamento do outro; assim, permitir ao outro ajuizar e expor estes seus pensamentos, e, mais, acima de tudo, arriscar-se a gerir de maneira responsável os conflitos que dessas diferenças possam advir é sempre o melhor caminho. Assim deve ser o Maçom!
Sabemos que o EGO é coisa que não se deixa do lado de fora do Templo, nos o carregamos conosco o tempo todo; e, sinceramente, uma coisa se pode entender sobre EGOS, quanto mais são bem sucedidas às pessoas, quanto mais graus lhe forem concedidos, quantas mais medalhas estiverem em suas lapelas, maiores e mais ditadores serão seus EGOS.
Temos a pretensão de afirmar que em nossas oficinas não entram EGOS, mas, isso é pura pretensão, eles jamais estarão deixados fora de nossos Templos, entram com seus proprietários e, aqui entre nós, abusam um bocado da paciência alheia.
SUPERESTIMAMOS A NÓS MESMOS!
SUBESTIMAMOS AO NOSSO PRÓXIMO!
Existe dentro de nós um viés egocêntrico que nos força a vermos (em nós mesmos) sermos, todo o tempo, um suprassumo de responsabilidade e de que a verdade está sempre conosco; isso não é verdade!
Tem (gente que acha que em sendo sua a bola ele pode parar o jogo na hora em que quiser – levando a bola embora), gente no meio de nós, que precisa enxergar que mesmo a bola sendo sua propriedade ela precisará ser rolada continuadamente e passada de pé em pé para que se consiga atingir o gol; beneficiando a todos – pena que poucos notam isso.
Acredito que escrever sobre o assunto é importante e deve ser lido por todos, pois, cada um de nós se percebendo, como eu me percebo, um egocêntrico (perfeitamente normal), em nome de nossos mútuos interesses, todos, na medida do possível, saibamos ceder, um ou o outro, no interesse do coletivo.
Façamos, então, juntos, o tão almejado gol com a participação de todos, inclusive com a daquele que se sente o dono da bola, que, quem sabe, pelo sim ou pelo não, tendo ele um pouquinho só de paciência, mesmo estando até ele sentado no banco de reservas na hora do tão aguardado TENTO gritar, em uníssono,
GOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLL!!!!!!!!!!!!
SOU OU NÂO SOU O MAIORAL?
Leonardo Garcia Diniz
A.’.R.’.L.’.S.’. Vigilância e Resistência n° 70 – Ilhéus – Bahia



























































