A EMBASA PIROU DE VEZ
Há quase vinte anos foi a mesma cisma: implicaram que gastávamos pouca água e chegaram a quebrar o passeio para conferir não termos gato. Pois era só economia e racionalidade no uso que fazíamos da água, mesmo lavando dois carros. A Dona da Casa, na época, vinha de uma região árida onde não se escovava dentes ou se ensaboava com a torneira aberta.
Há algumas semanas me aparace à porta um gentil pesquisador da EMBASA com a mesma questão: porquê eu gastava tão pouca água? quantas pessoas viviam no meu imóvel? Em atenção ao pesquisador, respondi às indagações. O ensinei da possibilidade de se tomar banho com um balde no chão do box, entre as pernas, para recolher água usada a ser reusada no vaso. Essa era apenas uma das minhas muitas artimanhas para me solidarizar com os muitos brasileiros que não tem água nem para um banho tapeado.
Tenho um pequeno imóvel, em Olivença, fechado e pouco visitado por mim. Fui à EMBASA pedir que me mandassem as suas contas mensais para o meu endereço residencial, no Pontal. “Faça uma petição “à própria mão”, autorizando a cobrança de um valor extra para os Correios lhe entregarem esta conta especial”. Redigi e assinei. Quando me chega a conta, no padrão gráfico normal da empresa, vejo o valor cobrado pelo consumo de água de um imóvel fechado: R$ 450! Não me assustei, pois logo percebi ser um erro. Logo depois, uma carta, um telefonema (!) de desculpas e um novo boleto de cobrança: R$ 50. Melhorou, mas ainda está fora da realidade.
Se a EMBSSA me cobra extra só para acrescentar um segundo endereço na conta normal, gasta o tempo da gentil funcionária e papel para se desculpar, além do novo boleto com o valor corrigido, a empresa está realmente desperdiçando esforços às custas do cidadão.
Tome um bom rumo, EMBASA, e liberem logo água para o meu tanque de 1000 l. que anda seco há vários dias, aqui num segundo andar da Praça São João.
Guilherme Albagli de Almeira


























































