De acordo com dados publicados pelo IBGE referentes ao censo de 2010, naquele ano Ilhéus tinha uma população total de 177.438, e contava com um total de 19.010 idosos (maiores de 60 anos), que representava 10,71% da sua população, sendo que 8.708 eram homens e 10.302 eram mulheres.

Numa estimativa feita para o ano de 2015 o IBGE registrou uma população total da ordem de 180.213 habitantes para o nosso município, número que, se considerarmos os percentuais por faixa etária encontrados no censo de 2010, indicaria um total de 19.301 idosos, sendo 9.641 homens e 11.217 mulheres.

Vamos então partir do pressuposto de que hoje temos em Ilhéus em torno de 20.000 idosos. E fica aqui a pergunta: a cidade de Ilhéus é uma cidade amigável para idosos? E se não é, o que podemos fazer para torná-la amigável?

Em primeiro lugar ressaltaríamos a absoluta necessidade de regularizarmos e tirarmos os obstáculos existentes nas nossas calçadas possibilitando assim que os nossos idosos, e aí eu me incluo, é bom que fique claro, possam se deslocar com facilidade e sem riscos. E em algumas artérias possibilitando até que os idosos possam colocar cadeiras e sentar-se para conversar e ver o tempo passar, como era comum antigamente.

Precisamos também dotar as diversas regiões da nossa cidade de lares de acolhimento de idosos e também e preferencialmente de Centros Dia, “destinados à permanência diurna de idosos com dependência parcial nas atividades de vida diária (auxílio na alimentação, vestuário, higiene pessoal, mobilidade) e que necessitam de assistência multiprofissional (fisioterapia, musicoterapia, terapia ocupacional, psicologia e nutrição). Este serviço proporciona ao idoso a melhora da autoestima, da saúde física e mental, torna seu dia-a-dia mais produtivo, estimula a independência e autonomia, retarda o aparecimento de doenças limitantes e evita o aparecimento de depressão e isolamento social”.

Importante seria também de alguma forma incentivarmos a criação de clínicas especializadas em saúde dos idosos, talvez até definindo algum tipo de incentivo, fiscal ou locacional, para empresas deste ramo que desejassem se instalar na cidade.

E aqui é importante que ressaltemos que no Brasil e especialmente nas cidades de maior porte, temos um grande contingente de idosos com elevados níveis de renda, que poderiam ser atraídos para morar em Ilhéus.

Claro que as ações aqui expostas podem e devem ser realizadas numa articulação entre poder público e iniciativa privada e que este texto vale como uma provocação para que pensemos e estudemos a possibilidade de tornar Ilhéus uma cidade amigável para os idosos que aqui já residem, assim como para que possamos atrair outros idosos para que aqui venham residir.

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com