Heckel Januário em: UMAS E OUTRAS INUSITADAS DA CIDADE ( XXI )
(NOTAS DE BELMONTE – ‘BEBEL’ PARA OS MAIS CHEGADOS)
O Jequitinhonha, como salientado em notas anteriores desta série, continua –mesmo sem o vigor dos tempos de outrora– sendo uma fonte especial na geração dessas incomuns passagens de Bebel.
O grito –em razão da obscuridade dos primeiros 50 anos da história do descobrimento do Brasil– de “terra à vista” dos portugueses reivindicado pela cidade é uma das já citadas. E o fato, apoiado em pesquisas, de que na Serra do Lapão (no município de Santa Luzia e que a circunda) existem picos –indo a 900m– mais altos do que os 400m do famoso e histórico Monte Pascoal na Serra dos Aimorés, mais o da caudalosidade do Paticha (como os índios Botocudos chamavam o Jequitinhonha), significando ser o único rio da região Sul da Bahia à época em condições de levar sargaços a alto mar, foram os argumentos. Rio que teria sido nesse contexto, a primeira ligação usada pelos lusitanos entre o oceano e o interior brasileiro.
Notícias no período de 2010 a 2013 na imprensa nacional de que pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (antiga CPRM- Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) e profissionais da Fundação de Estudos do Mar terem como certo –baseando-se na riqueza de pedras preciosas em seu leito, alvo inclusive de ininterrupta exploração desde seu achamento– a existência de uma mina de ‘diamantes’ na barra do Jequitinhonha em razão deste rio haver transportado por séculos resíduos aluvionares diamantíferos desde a nascente, também foram tocadas.
Até aí tudo bem porque, embora contrariem a versão oficial e os defensores da unicidade do descobrimento –por não aceitarem o desembarque da frota lusitana ter se dado um pouco mais ao norte do litoral baiano–, os anunciados de alguma forma têm sentido. Agora, a recentíssima informação, oriunda de fonte fidedigna de Bebel, da implantação de um denominado Reino de Minorah situado a um quilômetro da foz (margem esquerda) do Jequitinhonha, dá impressão do ineditismo ter ido além da conta. Apesar de baseado na movimentação, no ouvi dizer, portanto sem uma prova ainda in loco, o informado procede ao sabor de que pelo menos no espaço democrático da internet há um toque de veracidade; veracidade esta, como deduzimos, ser o tal ‘domínio’ em construção, recheado de fortes doses de misticismo. E não é que a ideia é de um cidadão de Guanambi, aqui da Bahia que, injuriado com a violência, corrupção e impostos exorbitantes no país, deu na telha de não querer ser mais brasileiro e para isso projetou fundar uma sociedade independente e autossustentável! Ó, e já possui sistema tributário, moeda, pavilhão, hino e o escambau! Ah, o monarca é… Bom, o soberano, como lógico, é o próprio idealizador da monarquia. Não detectamos, entretanto, na pesquisa virtual que fizemos se o projeto insere o tipo de monarquia: se parlamentarista ou absolutista, e se embute como será a sucessão da família real.
Essa de Minorah, como o efeito de imediato produz, pode parecer surreal, mas em se tratando da velha Bebel, não é não. Só que o hodierno Reino com sua nobreza, com os mais íntimos da corte e os vassalos, deve propor e de prima elaborar um tratado de convivência pacifica com o adjacente, antigo e republicano território de Bebel, a fim de que as antigas normas, as quais regem os moradores chamados de BBB (nada a ver com Big Brother da televisão; a sigla significa Belmontense, Baiano, Brasileiro) não venham a ser infringidas e assim evitar conflitos de ordem político-territorial, e político-cultural, notadamente.
Heckel Januário
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