Por José Everaldo Andrade Souza

Ir.’. Everaldo

Ir.’. Everaldo

A Maçonaria é, sem dúvida, uma das mais interessantes e influentes sociedades antes secreta e hoje discreta do mundo, e conta em suas fileiras com milhões de homens comprometidos a manter os laços da fraternidade. E na admirável pompa de suas cerimônias, nos rituais de seus diversos graus, ordens, cavalheirismos e ritos, se encerram esplêndidos ideais e profundos ensinamentos de vivíssimo interesse para quem estude o aspecto oculto da vida.

Ainda que hoje em dia os maçons não deem à sua Ordem o nome de religião, tem ela origem religiosa, e faz obra religiosa ao auxiliar seus iniciados e, por meio deles, o resto do mundo. Para muitos Irmãos, a Maçonaria é a única religião que tem professado, e seguramente muitos deles praticam seus nobres princípios, porque a Maçonaria masculina é uma sociedade assombrosamente caritativa, assim como um “sistema de moral”, e oferece uma disciplina muito formosa por meio do exercício da benevolência e fraternidade.

Na Inglaterra e suas colônias, e nos Estados Unidos da América, são numerosas as instituições de beneficência e caridade mantidas pela Maçonaria; entre elas, escolas e orfanatos admiravelmente administrados.  Por esta circunstância e irrepreensível conduta de seus membros, a Maçonaria goza ali de muitíssimo respeito, ainda que na França e Itália se haja desprestigiado um tanto por haver-se confundido com os partidos políticos anticlericais.

A caridade externa depende da riqueza privada de uns tantos; mas todo maçom, por pobre que seja, pode dar seu pensamento.

Naturalmente, todas as Lojas não se acham no mesmo nível intelectual, e algumas empregam muito tempo em festins e muito pouco no estudo; mas basta ler a bibliografia sobre esse particular, para notar que ao menos nos países da língua inglesa tem sido sempre nobres e enaltecedores os objetivos da Ordem.

O verdadeiro objetivo da Maçonaria pode resumir-se nestas palavras; apagar entre os homens os preconceitos de casta, as distinções convencionais de cor, origem, opinião e nacionalidade; aniquilar o fanatismo e a superstição; extirpar os ódios de raça e com eles o açoite da guerra.  Numa palavra, chegar por livre e pacífico progresso, a uma fórmula e modelo de eterna e universal justiça, segunda a qual todo ser humano possa desenvolver livremente as faculdades de que esteja dotado, e concorra cordialmente e com todas as suas forças para a felicidade comum da espécie humana, de modo que a humanidade inteira seja uma família de Irmãos unidos pelo afeto, sabedoria e trabalho.

O mundo inteiro não é mais que uma república, da qual cada nação é uma família e cada indivíduo um filho. Sem derrogar nenhum dos diferentes deveres que requer a diversidade de Nações, a Maçonaria tende a compor-se de homens de distintas nacionalidades, mas ligados pelos laços da ciência, moral e virtude.

Pelo exercício do amor fraternal aprendemos a considerar toda espécie humana como uma família, tanto aos grandes como aos humildes, aos ricos como aos pobres, como criados que foram por um Ser único e onipotente, e enviados a este mundo para se ajudarem, suportarem e protegerem mutuamente.

De conformidade com este princípio, a Maçonaria une os homens sem distinção de nacionalidade, seita ou crença, e mediante seus preceitos fomenta a verdadeira amizade entre aqueles que doutra maneira teriam permanecido perpetuamente distanciados.

Auxiliar os aflitos é dever de todos os homens, e particularmente dos maçons que se acham ligados por indissolúvel laço de sincero afeto.  Daqui que nosso principal seja consolar os infelizes, simpatizar com os desafortunados, compadecer-nos dos miseráveis e acalmar os conturbados.  Sobre esta base fundamos nossa amizade e estabelecemos nossas relações.

A verdade é atributo divino e fundamento de toda virtude maçônica.  Ao receber a iniciação, somos exortados a ser bons e verídicos.   Meditamos sobre este tema capital e por seus infalíveis ditames procuramos regular nossa conduta e ações. Daqui que a hipocrisia e o engano sejam ou devam ser desconhecidos entre nós e a sinceridade e a franqueza nossos distintivos característicos, enquanto que o coração e a língua se unem para favorecer o bem-estar mútuo e regozijar-se pela prosperidade da Ordem.

JOSÉ EVERALDO ANDRADE SOUZA – GRAU 32

MEMBRO ATIVO DA LOJA ELIAS OCKÉ Nº 1841

ORIENTE DE ILHÉUS – BAHIA

FILIADA AO GRANDE ORIENTE DE BRASIL – RITO BRASILEIRO