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Heckel Januário em: AS PRIMEIRAS PISADAS LUSITANAS

A imprecisão do ponto onde os portugueses pisaram pela primeira vez nas terras de além-mar ainda faz gerar, perto de completar 517 anos de história, manifestações reivindicatórias de cidades litorâneas sul-baianas pela posse territorial.

Porto Seguro pelo relato oficial como se sabe, detém este privilégio, mas a vizinha Santa Cruz Cabrália, investida de a condição da 1ª missa ter sido rezada na Coroa Vermelha, seu território, entrou na parada. A nota do jornalista Anselmo Gois no jornal O Globo (11.2.2017) revela que “…os irmãos Claudia Carvalho e Agnelo Santos prefeitos das cidades vizinhas Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, na Bahia estão disputando o direito de comemorar a descoberta do Brasil. Claudia diz que Cabral pisou primeiro em Porto Seguro. Já seu irmão Agnelo garante que foi em Santa Cruz Cabrália”. O texto foi aludido em tópico no jornaldebelmonte.com.br (3.3.2017), o qual enfatiza que, mesmo se tratando de uma “briga de compadre” em razão da irmandade, a polêmica servirá dentre outras vantagens para incentivar o turismo nas duas localidades.

Na brecha da incerteza, Prado incluiu-se na disputa. A advogar desde 1993 que o desembarque português se deu mais ao sul do local oficializado, voltou a defende-lo neste início de 2017, tratando de reerguer –à frente a administração municipal– a cruz semelhante à fincada pelos descobridores e, de implantar uma placa de madeira com dizeres alusivos à chegada à primeira praia do Brasil: Praia do Cahy. Com isso os nativos argumentam orgulhosos que só das águas pradenses é possível ver a olho nu o Monte Pascoal. E estão tão convencidos que já se preparam para contar o “redescobrimento” nos principais meios de comunicação do país e “recontar” a história nas salas de aula do município.

Belmonte é outra reivindicante. Nos anos 80 do século passado o arquiteto paulista Júlio Louzada, por conta de propriedades agrícolas da família na região, passava uma temporada na cidade. Enveredando então em estudos e pesquisas constatara que os picos da Serra do Lapão (em Santa Luzia) a alçarem 900 metros de altura –os quais visíveis das águas marítimas belmontenses–, superavam os 400 do Monte Pascoal da Serra dos Aimorés. Além disso concluíra que, somente a caudalosidade do Rio Jequitinhonha medindo 2 km de boca à época, poderia ser capaz de levar a alto-mar sinais da presença de terra. Não chegara a termo, mas a defesa desses anunciados e outros integraria um arrojado projeto –congregando mais de 150 investigadores científicos (muitos doutores) de variadas disciplinas de várias universidades a exemplo da Ufba, Usp e Unicamp– que, sob a tutela de um chamado Instituto Nau, baseado em São Paulo, objetivava deixar um legado às futuras gerações para reflexões sobre as primeiras pisadas lusitanas e a obscuridade dos primitivos 50 anos da história do Brasil.  O mencionado instituto fora fundado entre outros pelo próprio Lousada e o navegador Amir Klink no meado da década de 90 no Sec. XX visando participar dos cinco séculos do “Descobrimento”. Tal investida foi alvo de matéria de página inteira no jornal Estado de São Paulo em 28 e 30 de junho de 1998. Uma nota: apesar das ininterruptas agressões sofridas a datar das pegadas portuguesas, o referido rio até hoje a transformar água salgada em doce e em ‘barrenta’ a natural cor, inspirou o deputado Jânio Natal em seu 1º mandato (1993 a 1997) como prefeito, a nomear Praia do Mar Moreno a praia em frente à cidade. Janival Borges, mandatário atual, aproveitando a deixa do mano, não titubeou em, num trocadilho coerente, eleger “Cidade do Mar Moreno” o mote de sua gestão.

As reivindicações nos levam a crer terem sido a princípio apoiadas na tese da “calmaria”, embora muito se defenda hoje que a badalada “não intencionalidade” fora pura malandragem dos nossos lusitanos, pois se agarravam fielmente à “política do sigilo”, artificio para salvaguardar as terras conquistadas das invasões estrangeiras. Aliás ações municipais politicamente corretas, patrióticas, bem diferentes das maldosas –inclua-se as de subtraírem o patrimônio nacional– contra a população brasileira, sobretudo a camada mais carente (e propagadas como boazinhas), emanadas do Palácio do Planalto e abonadas pelo Congresso Nacional, pós farra das ‘pedaladas’.

Heckel Januário

2 respostas para “Heckel Januário em: AS PRIMEIRAS PISADAS LUSITANAS”

  • heraldo faskomy says:

    NEM UM NEM OUTRO, ESTUDAM TANTO E SABEM POUCO. BARRA DO CAHI, PRADO. LOCAL DO PRIMEIRO DESEMBARQUE. COMO A PRIMEIRA MORTE NO RIO CRICARE ( ATUAL SAO MATEUS- ES ) ONDE PERDERAM AS VIDAS , OS FILHOS DE DIOGO correia E OFICIAL DA ARMADA ( FERNAO DE SA ) UNICO FILHO DE MENDES SA ( MEM ) 1500- 1572. IRRESPONSAVEL ATACARAM UMAS 3 PALICADAS, NA REFREGA, MORRERAM. POIS FORAM ABANDONADOS NA PRAIA pelos marujos. NA desembocadura DO RIO CRICARE. MORTOS A PAULADAS ( BURDUNAS ) pelos INDIOS AIMORES. TODOS COM 20 ANOS DE IDADE. fonte — livro de guerra da marinha do brasil ( rio de janeiro )

  • heraldo faskomy says:

    ERRATA — MEN ( ABREVIACAO DE MENDES )

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