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Maio 2017
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Heckel Januário em: NUMA CORDA BAMBA

Diante dos escândalos noticiados, o mais sensato seria o comandante –de um governo que galgou o poder pela porta do fundo– pedir penico e, se desculpar à nação. No entanto insiste em querer se equilibrar numa corda bamba com o apoio de um Congresso Nacional esfacelado moralmente.

Vale lembrar que o atual staff governamental e o entrado Presidente da República quando ainda percorriam há pouco mais de um ano a trilha do Planalto, não hesitavam com empáfia dizer –como a anexar mais uma peça chave ao processo– que dinamizariam a economia e, debelariam a crise. – Crise provocada por um governo incompetente e desacreditado, acrescentavam. Resultado: o desemprego disparou para os incríveis 14 milhões de desempregados e só agora o crescimento econômico veio a dar, depois de continuada tenebrosa travessia, o ar da graça, mesmo assim, todo envergonhado.

Como a adivinhação da bola de cristal foi para o espaço se apegaram então às ‘reformas’ usando discurso semelhante. Necessárias? Devem ser, mas empurradas por uma ruidosa propaganda midiática e sem uma merecida discussão com a sociedade, elas evidenciam, conforme muitos especialistas, que quem vai pagar o pato no fim das contas será o trabalhador e, por tabela, a população mais carente. Daí a condição de inferir que o Governo Federal adota uma política de priorizar o Capital e sua antiga supremacia, e deixar mais acéfalo o Trabalho. Obviamente sem dar bolas para a formada opinião pública que, se o Brasil estiver para se fod…, o empresariado brasileiro do topo não vai estar nem aí em salva-lo! Claro, a porta do céu deverá se abrir para os justos! Ah, sim, o mandatário-mor já entronizado enfatizava que a composição de sua assessoria e corpo ministerial seria formada por figuras da melhor estirpe técnica e, de imaculada conduta. Pois é, se em algum momento o escalador e seu grupo propuseram com sinceridade entrar na de dignificação do nível de vida da população, as dúvidas continuam a persistirem; quanto ao aspecto da probidade…

Precisa dizer mais nada? Apesar de gravíssimos os casos, prima-se pelo cumprimento da constitucional presunção da inocência, mas as provas como foram divulgadas são contundentes demais para frear o bambaleio, além de caírem muito mal e até risível as declarações de “ingenuidade” de duas das principais autoridades da nação. Os recentes episódios das malas abarrotadas de grana, e do porão do palácio na calada da noite a envolver o chefão e o cacique do mais importante partido (como tivéssemos partidos representativos!) da chamada base aliada, registram que a ‘casa caiu’ pro governo.

Evidentemente para a limpeza dos destroços estou focado num país realmente democrático, republicano, com uma Justiça imparcial e um Estado de direito funcionando cem por cento; um país em que a honestidade é condição sine qua non para o exercício parlamentar(vereadores, deputados e senadores); um país em que a parte executiva  de governantes (prefeitos, governadores e presidente) é sempre proba,  e tem como prioridade erradicar os ‘sem isso’, os ‘sem aquilo’ e os ‘sem nada’ de seu território; um país em que a mídia sobretudo a grande –tida  como um quarto poder pela sua força de influenciar– não transforma, mentiras em verdades e vice-versa. Opa! Viva o Brasil! Com essas palavras despertei meio assustado de um sonho sonhado.

Em tempo: não basta só o da queda se estatelar no chão. Este escrevinhador e insistente praticante de cidadania acredita se fazer necessário “…para o bem de todos e felicidade geral da nação…” (parodiando o príncipe) que os políticos que ficarem após o grito de “pega ladrão” (lembrança do fabuloso Bezerra da Silva) assumam uma missão: erradicar em esforço conjunto e com urgência urgentíssima o nosso institucionalizado sistema político corrupto, senão esta terra descoberta por Cabral, viverá eternamente com as enraizadas doenças: éticas, políticas e econômicas. Um exemplo dele emanado é a sinuca de bico que o Superior Tribunal Eleitoral pode entrar com o julgamento da chapa vencedora das eleições de 2014.  Se a decisão for pela cassação, ao fazer justiça este Tribunal terá que cassar também a chapa impetrante da ação, haja vista o badalado empresário das carnes ter aberto o bico: – minha empresa doou igualmente de forma ilegal a esta, um montão de dinheiro.

Heckel Januário

1 resposta para “Heckel Januário em: NUMA CORDA BAMBA”

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