ARRUMEMOS AS MALAS
Anísio Cruz – janeiro 2018
A neve que caiu no Deserto de Saara, deixou perplexos os que se preocupam com o meio-ambiente. A pergunta que todos se fazem é: o que está acontecendo com esse mundo em que navegamos no espaço sideral? Aliás, não tenho conhecimento de outra ocorrência semelhante, numa região de altíssimas temperaturas, e com baixa umidade relativa do ar. Pelo menos não li notícias a respeito.
Se elevarmos o nosso ponto de vista, ampliando o nosso campo de observação, vamos nos deparar com diversos fenômenos climáticos, ocorridos nos últimos anos, que nos obriga a buscarmos explicações junto à comunidade científica, se pretendermos entender as transformações que estão a ocorrer, e que não se localizam numa região específica do globo terrestre, como são noticiados. Erupções vulcânicas, tsunamis, tempestades torrenciais, secas e enchentes desmedidas, juntam-se a furacões e tornados destruidores, terremotos, marés de sizígia, dentre outros que, se olhados isoladamente, fazem parte de situações com que o mundo se defronta, há milhares de anos, desde a sua formação.
Sem pretender ser alarmista, mas repercutindo previsões de astrofísicos de plantão, há um super-meteoro em rota de colisão com a terra, sem falar num corpo celeste desconhecido, o Nibiru, do qual comentam a bocas pequenas, tem a sua órbita ameaçadoramente próximo do nosso percurso em torno do sol, e possui dimensões semelhantes ao gigantesco Júpiter. E ele, o sol, com as tempestades solares, capazes de provocarem significativas alterações magnéticas, que tipo de influência pode ter nessas mudanças citadas? E as placas tectônicas a se movimentarem, ameaçadoramente, na região conhecida como “cinturão de fogo”, que cobre vasta área do Pacífico Norte, e atinge a Costa Oeste do continente americano, como um todo, além de países da Ásia e Oceania, com seus mais de 40.000Km de extensão?
Paralelamente a tudo isso, ainda temos algumas centenas de ogivas nucleares apontadas para os nossos peitos, cujos botões disparadores encontram-se, perigosamente, em mãos de dois meninos travessos, a duelarem com palavras agressivas, como se fossem donos do mundo.
É, meus amigos, essa nave espacial que nos transporta pelo espaço à fora, está passando por sérias atribulações, e não podemos ignorá-las. Somos quase 7 bilhões e meio de passageiros, totalmente entregues ao próprio destino, a navegar num mar revolto, e sem a menor chance de abandonarmos o barco, simplesmente porque não há onde possamos desembarcar. O desesperador sentimento de impotência, vem dando mostras com a massiva fuga de africanos e asiáticos, rumo uma Europa despreparada para recebê-los, deixando à mostra o imensurável abismo cultural entre os povos, as intolerâncias e preconceitos que se evidenciam, de parte a parte.
Acho que as futuras gerações terão anos bem difíceis pela frente, correndo contra o tempo numa busca desesperadas por soluções, pelo menos para os conflitos humanos que se avizinham, num horizonte encoberto por negras e pesadas nuvens.
Acho que precisaremos de outro mundinho semelhante a esse, que segundo noticiou a NASA, encontra-se a cerca de 1500 anos luz daqui. Então, arrumemos as malas


























































