INTERVENÇÃO NO RIO DE JANEIRO
Anísio Cruz – fev 2018
A intervenção militar no sistema de segurança do Rio de Janeiro, com a nomeação de um general estrelado para comandá-lo, enche de esperanças os cariocas, cansados de tanta violência reinando nas ruas. A marginalidade campeando solta, mantendo atrás das grades, e humilhados, os cidadãos de bem, e que já vem há muito dominando a “cidade maravilhosa”, fazendo daquela metrópole, um antro do crime organizado a espalhar o terror Facções criminosas. Os marginais ditam ordens, estabelecem zonas de domínio, onde nem a polícia daquele estado, aventura-se a adentrar, sob risco de ser recebida a tiros de armas poderosas. Eles estão estrategicamente instaladas em fortalezas, com acessos controlados por câmeras, num verdadeiro acinte a todos os cariocas. Balas traçantes, usadas em guerras entre grupos rivais, ceifando vidas inocentes, estupros, e comércio de drogas, se tornaram banais, e a vida se tornada insuportável, pelo o risco iminente a cada esquina.
Todas as tentativas da retomada do controle, por parte das autoridades constituídas, mostraram-se ineficazes, a ponto tornarem desacreditadas as instituições. Nem mesmo os postos de saúde, e escolas podem funcionar, tal é a situação com que os marginais comandam os morros cariocas. De cá de longe, assistimos penalizados ao desmoronamento institucional do Rio de Janeiro, onde de há muito são eleitos governadores de moralidades no mínimo duvidosas, para não entrarmos no mérito individual. A corrosão social, evidencia-se a cada notícia de arrastões, assaltos a diversos estabelecimentos, meios de transportes, e assassinatos, que ocorrem a todo momento, perpetrados por bandidos drogados, que não dão a mínima importância para as leis, respeitando apenas as suas próprias normas de condutas, estabelecidas por chefões que estão atrás das grades de presídios ditos de segurança. Eles mandam e os seus asseclas executam as ordens sem pestanejar, pois sabem que qualquer vacilo, pagarão com as suas vidas.
Enquanto a intervenção não se consuma, o general está colhendo informações, traçando planos de ação, e no momento certo iniciará a retomada dos redutos marginais, controlando os seus acessos, fazendo valer as normas sociais, dando à população residente, a necessária segurança, para que as suas vidas retomem a normalidade tão ansiada. De longe ficamos nós, na torcida de que tudo dê certo, mesmo sabendo que muitos tombarão, de parte à parte, pois é certo que haverão resistências por parte dos bandidos entrincheirados nos morros onde se escondem. Prevenidos que estão de que acontecerão revistas e prisões, já cuidaram de esconder suas armas de grosso calibre, e longo alcance, para que não venham a perdê-las.
As ONGs, como sempre, já estão se posicionando contrariamente à intervenção, e houve até quem declarasse, ingenuamente, que a forma de combater a criminalidade reinante, é a educação, com o encaminhamento dos jovens e crianças às salas de aulas. Não levam em conta os professores assustados, muitas vezes espancados por alunos armados, usuários de drogas, e já iniciados na criminalidade. A imprensa, por sua vez, aguarda os acontecimentos, ávida por notícias eivadas de sangue, para propagarem aos quatro cantos do mundo.Só posso desejar sorte ao General, e que as suas estrelas brilhem intensamente, ofuscando a criminalidade do Rio de Janeiro, antes que o mal se propague, e se torne uma epidemia nacional.


























































