SERENIDADE, JUSTIÇA E RESPEITO HUMANO
“As Trincheiras”, na outra guerra; depois um matadouro municipal que lhe deixou a alcunha “morro do Urubú”, hoje recoberto pelo Iate Clube. Bem ali em baixo do atual deck, ao nível da preamar, fica uma fenda natural, a “pedra do Aú”, que os supersticiosos diziam chegar ao convento das freiras, “escavado pelos jesuítas”.
Foi em cima desta pedra do Aú ( < Tupi = comer, engolir, beber, deglutir ) que estava, certo dia, com sua vareta de pescar piaba, na mão, o meu colega Pisquila, neto do fotógrafo Grandson. Foi nesse dia, com onze anos de idade, talvez, q percebi o nosso desamor nacional nas piadas q o amigo Pisquila contava, denegrindo, diminuindo, ridicularizando a nossa realidade nacional.
Depois disso, foram inúmeros os exemplos desta visão deturpada, nem sendo necessário De Gaulle, mais tarde, dizer não sermos um país sério…
PQP, nos rebelemos contra esse autodesamor que vemos, aqui e ali, com frequência, pensando não temos mais jeito. E que temos que soltar todos os ladrões, “pois ninguém é honesto”.
Nem todo roubo registrado nas delegacias tem nota de compra, escritura, registro em cartório, e levam o larápio pobre à cadeia…
Não podemos ser, eternamente, um país da grife Ali Babá (“meu deus é pai”, vixe) – um homem pobre e honesto que descobre o esconderijo dos 40 ladrões e se vê tentado a os roubar, pensando naquele infame provérbio que aqui não o repito -.
Basta de humilhações ao Povo Brasileiro. Respeito Humano, fora e dentro da cadeia, até para os que não o praticaram.
Atenciosamente,
Guilherme Albagli de Almeida


























































