Como é do conhecimento de todos Ilheenses o nosso amigo Zé Leite é um fervoroso devoto de Padre Cícero Romão Batista. Trimestralmente ele vai a Juazeiro do Norte levar sua oferta financeira em beneficio da Beatificação do referido Padre que poderá acontecer ainda este ano.

Recentemente o nosso amigo Zé Leite de tanto clamar por Padre Cícero por um milagre, foi convidado para participar de um sorteio de uma mega televisão e surpreendentemente foi contemplado deixando muita gente surpresa devido a tamanha fé e o milagre que foi operado.

Entrevistado por uma emissora  local,  Zé Leite prometeu  fazer uma rifa da mega televisão cuja renda será destinada para a comissão em prol da Beatificação do Padre Cícero. Gesto de generosidade e considerado pelos devotos um verdadeiro exemplo de fé.

Para quem não conhece a historia do Padre Cícero, irei transcrever para os amigos blogueiros e leitores :                         Padre Cícero Romão Batista nasceu em Crato (Ceara) no dia 24 de marco de 1844. Aos seis anos de idade, começou a estudar. Um fato importante marcou a sua infância: o voto de castidade, feito aos 12 anos, influenciado pela leitura da vida de São Francisco de Sales. Em 1865, quando Cícero Romão Batista precisou ingressar no Seminário da Prainha em Fortaleza, só o fez graças à ajuda de seu padrinho de crisma, o Coronel Antonio Luiz Alves Pequeno.

Padre Cícero foi ordenado e após sua ordenação retornou ao Crato. Em 1871 Padre Cícero visitou pela primeira vez o povoado de Juazeiro (então pertencente a Crato), e aí celebrou a tradicional Missa do Galo. O Padre visitante de 28 anos de idade, estatura baixa, pele branca, cabelos louros, olhos azuis penetrantes e voz modulado causou boa impressão aos habitantes do lugar. E a recíproca foi verdadeira. Por isso, decorridos alguns meses, exatamente em abril de 1872, lá estava de volta, com bagagem e família, para fixar residência definitiva em Juazeiro. Muitos livros afirmam que Padre Cícero resolveu fixar morada em Juazeiro devido a um sonho (ou visão) que teve, segundo o qual certa vez, ao anoitecer de um dia exaustivo, após ter passado horas a fio no confessionário do arraial, ele procurou descansar no quarto contíguo à sala de aulas da escolinha, onde improvisaram seu alojamento, quando caiu no sono e na visão que mudaria seu destino se revelou.

Ele viu, conforme relatou aos amigos íntimos, Jesus Cristo e os doze apóstolos sentados à mesa, numa disposição que lembra a Última Ceia, de Leonardo da Vinci. De repente, adentra ao local uma multidão de pessoas carregando seus parcos pertences em pequenas trouxas, a exemplo dos retirantes nordestinos. Cristo, virando-se para os famintos, falou de sua decepção com a humanidade, mas disse estar disposto ainda a fazer um  último sacrifício para salvar o mundo. Porém, se os homens não se arrependessem depressa, Ele acabaria com tudo de uma vez. Naquele momento Ele apontou para os pobres e, voltando-se inesperadamente ordenou: E você Padre Cícero, tome conta deles!

Uma vez instalado no lugarejo, formado por um pequeno aglomerado de casas de taipa e uma capelinha erigida pelo primeiro capelão Padre Pedro Ribeiro de Carvalho, em honra de Nossa Senhora das Dores Padroeira do lugar, ele tratou inicialmente de melhorar o aspecto da capelinha, adquirindo várias imagens com as esmolas dadas pelos fiéis. Depois, tocado pelo ardente desejo de conquistar o povo que lhe fora confiado por Deus, desenvolveu intenso trabalho pastoral com pregação, conselhos e visitas domiciliares, como nunca se tinha visto na Região. Dessa maneira, rapidamente ganhou a simpatia dos habitantes, passando a exercer grande liderança na comunidade.

Paralelamente, agindo com muita austeridade, cuidou de moralizar os costumes da população, acabando pessoalmente com os excessos de bebedeira e prostituição. Restaurada a harmonia, o povoado experimentou, então, os primeiros passos de crescimento, atraindo gente da vizinhança, curiosa para conhecer o novo Capelão.

Colaboração de Luiz Castro

Bacharel  Administração de Empresa