Enquanto a Bahia e o Brasil recuperavam muitos deles. Ao longo de todo o ano, as duas cidades vem registrando perdas seguidas de vagas de trabalho. Somente em Itabuna, foram eliminados 848 empregos apenas no primeiro semestre.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho mostram que quase metade destas perdas foi gerada pela construção, 408 empregos, depois de anos de expansão no município até 2014.

O comércio, que sempre foi o ponto forte e a vocação de Itabuna, não gerou empregos neste ano, ao contrário, fechou 206 vagas. O setor de serviços só nõa foi tão mal porque ainda tem saldo da abertura do call center em 2016.

Ilhéus acompanha Itabuna na decadência de empregos, tendo eliminado 377 deles no primeiro semestre, com a maior parte no setor de serviços (-186) e também na construção (-119), que parecia prestes a retomar seu crescimento em 2016.

Região sem vagas

O sul da Bahia como um todo também vem perdendo empregos em 2018, como mostram os resultados registrados pelo Caged em Itajuípe (-108), Itororó (-49), Itapetinga (-149) e Porto Seguro (-606), apesar do bom resultado em Eunápolis (1.529).

Julho foi um mês típico de perdas de emprego em Itabuna, fechando 187 vagas, resultado de 578 admissões e 765 demissões. No mesmo mês, Ilhéus eliminou 101 empregos, fruto de 330 admissões e demissão de 431.

Desde o início da gestão de Fernando Gomes em Itabuna e Mário Alexandre em Ilhéus, os municípios vem perdendo a capacidade de gerar empregos e mesmo manter os conquistados até 2016, em especial nos serviços, comércio e construção.

FONTE: A REGIÃO