:: nov/2019
Secti conclui etapas regionais da Conferência Estadual de Ciência e Tecnologia
Discutir ciência, tecnologia e inovação em todos os cantos da Bahia foi a proposta da Secti ao passar por onze cidades
Após passar por onze municípios do interior baiano, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) concluiu, nesta quinta-feira (31), em auditórios da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) nos campus de Irecê, Senhor do Bonfim e Barreiras, as etapas regionais da IV Conferência Estadual de Ciência e Tecnologia, que acontece nos dias 5 e 6 de dezembro, em Salvador. Em cada macroterritório foram eleitos 20 delegados, divididos em subgrupos compostos pelo setor público, empresarial, acadêmico, entidades e sociedade civil organizada. Eles serão responsáveis por levar as demandas de cada região para atualizar a política estadual de C,T&I.
Representante da Secretaria na Conferência de Senhor do Bonfim, a diretora de Políticas Públicas da Secti, Sahada Luedy, ressalta que o caminho para atualizar uma política estadual precisa levar em consideração as demandas de cada local. “É importante pensar em políticas para uma localidade baseado nas especificidades locais para que assim possamos desenvolver uma região a partir das suas demandas reais”, disse a diretora.
Já no campus da Uneb em Irecê, outra cidade que participa das últimas edições da Conferência, o diretor do campus ireceense, Cláudio Meira, declara a satisfação em receber uma das etapas e afirma que enxerga a iniciativa como uma forma de aproximação entre sociedade e governo, pois, dá a oportunidade para que as pessoas debatam e apresentem as demandas locais. “Mobilizamos toda sociedade civil, grupos, entidades representativas e acredito que teremos bons delegados e delegadas para levar as demandas necessárias para nosso território”, disse.
Em Barreiras, o clima é de celebração, mas também de trabalho duro. O diretor da Uneb do município, Joaquim Neto, acredita que os representantes locais vão propor soluções tecnológicas e políticas para a área de C,T&I. “É uma oportunidade única descentralizar o debate da capital e trazer para o Oeste da Bahia para que possamos propor uma legislação do setor que tenha alcance em todo o estado”, concluiu.
Grupo de Pesquisa da UFSB publica resultado preliminar de análise de amostras de crustáceos em áreas atingidas pelo óleo em Ilhéus
Mesmo com diversos mutirões de limpeza nas praias afetadas pelo óleo, quais são as consequências ambientais imediatas para a localidade? A vida marinha presente é afetada de alguma forma? Pensando nesses questionamentos, o Grupo de Pesquisa em Carcinologia e Biodiversidade Aquática (GPCBio) da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em parceria com o Laboratório de Ecologia Bêntica (LEB) da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), realizou, nos últimos dias, estudos de amostras de quatro espécies de crustáceos entre a Praia dos Milionários e o Manguezal do Cururupe, ambos em Ilhéus, no intuito de verificar a real situação dos caranguejos logo após a chegada do óleo nas praias.
Após o Resultado Preliminar, o Grupo de Pesquisa divulgou uma nota sobre o assunto, informando dados sobre as análises, bem como a continuidade das pesquisas.
NOTA SOBRE AS MANCHAS DE ÓLEO E AS ESPÉCIES DE CRUSTÁCEOS EM ILHÉUS
Os crustáceos são fonte de renda para um grande número de famílias que dependem da pesca desses organismos. Dessa forma, medidas de proibição e recomendação de não consumo devem ser feitas com cautela e as estratégias de redução dos impactos provocados pelo derramamento de petróleo no Nordeste brasileiro devem considerar evidências científicas. Visando dar subsídios à tomada de decisão, o Grupo de Pesquisa em Carcinologia e Biodiversidade Aquática (GPCBio) da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) vem acompanhando o avanço das manchas de óleo e seus potenciais impactos sobre as espécies de crustáceos na região de Ilhéus e cidades próximas desde que o desastre ambiental começou a atingir o litoral baiano.
O GPCBio, em parceria com o Laboratório de Ecologia Bêntica (LEB) da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), vem realizando estudos sobre espécies de crustáceos na região entre Itacaré e Canavieiras nos últimos quatro anos. Espécies como o guaiamum (Cardisoma guanhumi), aratu (Goniopsis cruentata), ermitões (Clibanarius spp.), pitus e outros camarões de água doce (principalmente do grupo Macrobrachium) tem sido objeto de pesquisas de iniciação científica, mestrado e doutorado. O GPCBio/UFSB e o LEB/UESC também são responsáveis pela Coleção de Invertebrados Aquáticos do Sul da Bahia, situada do Centro de Formação em Ciências Agroflorestais da UFSB e que conta com mais de 1300 amostras de crustáceos coletadas na região nos últimos 15 anos. Somado a dados de pesquisas anteriores sobre crustáceos conduzidas pela UESC, a região conta com uma significativa quantidade de informações científicas que podem servir de base para monitorar possíveis impactos desse desastre ambiental em curso. :: LEIA MAIS »


























































