Tudo que é bom dura pouco. Deduz-se, então, que o que não é bom demora mais tempo.
O ano de 2019 demorou a passar. Vimos disseminação do ódio e preconceito partindo de um governo tresloucado, presenciamos barbaridades proferidas pela alta cúpula do comando da Nação e testemunhamos a perda de conquistas sociais e do poder aquisitivo da classe trabalhadora e dos mais pobres.
Nos decepcionamos com o trato à Educação e à Saúde, relegadas a terceiro plano, e o Meio Ambiente sendo deixado de lado. Sentimos no bolso o fingimento de que a Economia vai bem e está “decolando” apesar das majorações contínuas nos preços de combustíveis, carnes e gás de cozinha ao mesmo tempo que os salários vão sendo achatados. Como sempre digo, é na  prateleira do supermercado que vemos o quanto dói a verdadeira inflação, não aquela das fórmulas matemáticas de gabinete.
Mas tudo isso há de passar, pois quem com ferro fere, com ferro será ferido. A arma poderá ser o voto acertado, afinal, errar é humano e persistir no erro é burrice.
E já que a esperança é a última que morre, que a nossa suporte o 2020 que vem por aí.
Nilson Pessoa