DIFÍCIL DEFINIÇÃO DA FELICIDADE COM AMOR
Almejando definir o que é o amor e ter um real sentido para a vida, não consigo um esclarecimento concreto; busco os caminhos da paz e da felicidade, pensando que aí o amor está contido; percorro estradas onde faço uma doação espontânea dos meus mais puros sentimentos, achando existir dentro de mim esse amor que procuro e seja universal; adiante encontro várias pessoas sorrindo entre si, mãos estendidas e corações abertos para um diálogo cordial e amigo, existindo a lealdade, imagino o amor presente; seguindo minha caminhada, vejo uma mãe oferecendo de forma dócil, o peito ao seu dileto filho, proporcionando-lhe a oferta da alimentação perfeita, pensando ser um momento de amor; de repente, verifico crianças sendo levadas pelos pais ao colégio, numa esperança de que em breve sejam capazes de entenderem a forma da vida em sociedade, podendo se chamar esse gesto de amor.
No entanto o mundo é muito imenso para comportar tantas aptidões magníficas, e, eis que aparece um homem velho e cansado, pedindo uma moeda para adquirir um pão no anseio de sanar a sua fome material, e alguém lhe estende a mão atendendo seu pedido, julgamos ser a beneficência do ato de amor; mas, passando pela porta de uma modesta casa, verifico uma família reunida numa mesa farta e num ambiente de harmonia, e todos rezam e agradecem aos céus as dádivas do alimento para o corpo, num contentamento de amor; parei ali um pouco, pois me senti impaciente porque vi inúmeros momentos de expressivas alegrias de seres humanos se abraçando, e mesmo assim, achei pouco o amor ser de valor tão diminuto; então resolvi criar dentro da minha concepção a imagem do amor numa enorme avalanche perpetuada pelo mundo a fora, e veio a idéia que o amor tem posicionamento de suprema eternidade, sendo um sentimento necessariamente divisível, devendo ser bem partilhado por todas as criaturas criadas por Deus para os habitantes desse lindo e imenso Universo!
E, se o amor é um infinito bem divino extraído de bons sentimentos humanos que vem de Deus, caracterizá-lo em sua plenitude o “infinito do amor”, e observando já ter imaginado e escrito tanto buscando exprimir a exatidão do amor, infelizmente não achei sua real definição! Mas, continuarei procurando porque quem sabe, um dia poderei achá-lo na imensidão dos inúmeros e indefinidos mistérios celestiais, com a ajuda do nosso Deus Criador, Ele que todos os dias nos auxilia e nos mostra a verdadeira paz dentro do nosso planeta chamado Terra, na evocação da sublime mensagem: “amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”.
Sei que precisamos na verdade é esquecer o amor do mundo dos seres materialistas, porém, vivendo e seguindo o incontestável amor de Deus que mundo em sua fragilidade da fé não pode dar! O que fazer para atingir a perfeição da plena felicidade do AMOR? Existem muitas pessoas desesperadamente criando a idéia em sua de utopia, que o poder, a riqueza e a mocidade que floresce a vida jamais serão partes integrantes da felicidade do amor. Segundo o Evangelho de Allan Kardec, encontro no Capítulo 5, no Item 20 uma definição de que “a felicidade não é deste mundo”! E mais ainda conclui “que a terra é uma estância de provas e expiações”, (Francisco, Nicolau, Madalena, Cardeal Morlot, Paris, 1863). O que encontramos para refletir e iniciar sempre mais um novo amanhecer: “ que todos os corações aspirem a esse objetivo grandioso de preparar às futuras gerações um mundo onde a felicidade não seja uma inútil expressão”. SE ALCANÇA A PAZ NO AMOR PELA CONFIANÇA E COMPREENSÃO!!! PENSEM NISSO!!!
Eduardo Afonso – Ilhéus (BA).


























































