Heckel Januário em: PANTERA
Não se trata em absoluto de nenhuma beldade que algum hominídeo de mente poluída do sexo masculino possa imaginar, e sim da alcunha do cidadão Eduardo Reis, e o felino se apóia –conforme o próprio– em sua maneira serelepe no trato da redonda nos babas de campos e praias da Capitania dos Ilhéus, se arrogando inclusive de já ter alcançado a marca dos quinhentos gols.
Mesmo com essa magistral possibilidade do goleador se igualar ao genial Pelé, o foco se concentrou em outra característica: as suas “posições”, consideradas por Gonçalves (militar reservista do Exército brasileiro), um seu amigo do peito, como polêmicas ao extremo.
Eduardo Pantera, para os desatentos, militou como coordenador entre 2000 e 2003 no hoje quase falido Museu do Cacau de Ilhéus, ao qual, pelo lastimável estado falimentar da instituição, abro rapidinho um parêntesis para um pequeno lembrete: Ó, autoridades da Capitania e do Estado baiano, chega de desatenção. Se aquele acervo cultural e histórico for definitivamente pro beleléu, o Boris não hesitará em anunciar: “Isto é uma vergonha!”. E com toda a razão.
Mudando –após este apelinho dirigido aos sensibilíssimos poderes da Bahia– de pau pra cacete, como se diz, de prima o homem dá mostra de seu polemismo um tanto contraditório, ao afirmar ser católico, apostólico e romano em termos de religião, mas não titubeiar em defender veementemente o big-gang na formação do Universo. Matéria, anti-matéria e outros elementos da física quântica dele soam enfáticos deixando atônitos os que professam o catolicismo, como acontece com o conhecido ilheense –e fidelíssimo– Luis Castro (Luis Papa, pela sua afirmação religiosa). O surpreendente é que apesar da convicção da explosão na formação do mundo, ele jamais acreditara –impactando com a teoria defendida– ter o homem pisado na Lua. E se convencera que o feito foi uma invenção dos americanos para superar os soviéticos na chamada Guerra Fria.
Chegado a meter o bedelho em tudo, com referência ao carnaval acha que os do passado eram mais alegres, e aposta na volta das “marchinhas’ em virtude da má qualidade das músicas nas atuais festas de Momo. Perguntado, certa feita, a respeito da em voga polêmica impulsionada pela mídia entre Trio Elétrico versus Escola de Samba, a resposta fora de bate-pronto: “Rapaz, acontece que esses dois ícones cresceram demais, ficaram caros e fez com que afugentasse o povão, o folião menos aquinhoado”. Com o futebol, outra “paixão nacional” e, como notório, particularmente sua, não reluta em frisar que, quando o assunto é Copa do Mundo, países onde abundam diferenças sociais acentuadas, como o Brasil, não deveriam sediar esse tipo de evento. E no caso daqui, mesmo acreditando na possibilidade de resultados positivos, estes, acredita, não trariam os efeitos desejados devido à nossa “cultura da corrupção”.
Não se sabe ainda de seu parecer sobre o bombástico, inédito e recente acontecimento na Câmara dos Deputados, em que um parlamentar do PDT de Brasília abre mão de salários extras e de outras vantagens especiais a que tem direito. O ato, embora deva contrariar a maioria dos seus pares, pelo desgastado –e bote desgastado nisso! – conceito que a Casa possui perante a opinião pública, pode significar uma luz na tentativa de livrá-la da escuridão reinante. Agora, como o cara transfere a agilidade dos campos para qualificar o Congresso Nacional, ou seja, define-o simplesmente de “imoral” e, como tem lá seus modos de ver as coisas, vamos aguardar.
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Heckel Januário.



























































Caro Heckel de Paiva, você é o cara! Você perdeu o carnaval de Belmonte esse ano. Rapaz, saiu o Blco Baláio de Gato. Toda aquela galera antiga lá de Belmonte, saiu. Foi organizado por Zé Carlos Saldanha e seu irmão Hamilton que já veio com tudo arrumado de Salvador, camisas, adereços etc…
Olá Heckel Januário de Paiva, você é o cara, suas crônicas são excelentes sempre, faz bem para a nossa alma, escreva sempre tá! Rapaz, você perdeu o carnaval de Belmonte esse ano. Saiu o bloco Balaio de Gato, Foi organizado por Zé Carlos Saldanha e seu irmão Hamilton, irmãos de Popô. Mas veio uma galera beleza, Cecílio lembra? Zé Carlos Stolze, Caçarí, aquele pessoal de Dr. Moisés Suzart, tudo regado a muita cerveja 0800, camisetas e as músicas todas daquela época e tocadas literalmente no metal(sopro). Foi muito emocionante, gostei muito, faltou você sinceramente!!!
Abraço,
Narbal Belém
músicos
Oi Narbal, não deu bicho, fiz até meio plano pra ir, mas não deu. Perdi, realmente perdi. E a galera de Dr. Moisés? Lembra, só tinha gata! Gostaria de rever a galera toda. Ó, incentiva aí a turma da organização do Balaio de Gato porque daqui a pouco vira um blocão, e isso é porreta.
Valeu o incentivo pela crônicas, obrigado
abraço
H. januário