Bahia lança diretrizes para ampliar educação inclusiva

Foto_Alberto Coutinho_GOVBA
O presidente da Federação das Associações de Pais e Amigos de Excepcionais (Apaes), Derval Freire, afirma que as pessoas alcançadas pelas diretrizes têm algumas especificidades que as fazem especiais. “Elas precisam ser atendidas nas especificidades físicas, visuais, auditivas e intelectuais. Cada um tem que ter um programa voltado para si, senão não há inclusão. O que está acontecendo aqui hoje é um marco, uma diretriz que vai nortear as instituições para lidar com a educação de pessoas especiais”.
Exemplo na rede estadual
Na rede estadual, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) está disponível para mais de oito mil estudantes com necessidades educacionais especiais. São 65 Salas de Recursos Multifuncionais (SEM), 12 Centros de Atendimento Educacional Especializado e seis instituições conveniadas. Os alunos são atendidos nas escolas da rede e nos Centros de Educação Especial, dentro de suas especificidades, para que possam participar ativamente do ensino regular.
No ato da matrícula, a família pode escolher a escola de conveniência e a Secretaria da Educação providencia os meios para que o estudante acesse e permaneça na referida unidade escolar. Um exemplo de inclusão que tem dado oportunidade para muitas pessoas especiais encontrarem o seu caminho com mais acolhimento e professores capacitados é o Colégio Estadual Satélite, em Piatã, na capital baiana. Alunos com e sem necessidades especiais assistem aulas na mesma sala.
A diretora da unidade, Adrina Mendes, explica que a educação inclusiva é um trabalho coletivo. “Nós temos uma sala multifuncional, onde damos o apoio a esses alunos. Os professores são capacitados e os outros estudantes entendem que essa é uma característica da escola. A gente naturaliza muito. É algo muito natural para a equipe”.
A professora Ana Maria Ramos destaca a adequação do conteúdo à capacidade do aluno. “A gente tem que se adaptar, perceber quais são as habilidades de cada um e o que pode ser cobrado dele. Um aluno que tem deficiência visual consegue seguir, em termos de ensino regular, o que está no currículo. Em relação a um aluno autista, nós avaliamos a socialização e a absorção de atitudes. A ideia é perceber a mudança de comportamento, a interação com os colegas e com os professores”.
Resultados e sonhos
Os gêmeos Tiago e Diego Almeida Santos, 23 anos, têm deficiência visual e estão na escola há seis anos. O sonho de Tiago é cursar psicologia para “estudar o comportamento humano. Estou tendo acompanhamento psicológico e me interessou muito. Fui pesquisar e é isso que eu quero para mim. Vou seguir essa carreira. Estar estudando aqui nesta escola, com ensino inclusivo, é a oportunidade para que eu possa conquistar este objetivo”.
Os resultados alcançados com a educação inclusiva são comemorados por Zeneide Conceição dos Santos, mãe de Davi, que também está há seis anos no Colégio Satélite. “Outras escolas não o aceitaram por causa da condição dele. Aqui, ele foi acolhido e melhorou bastante. Foi o lugar onde ele mais cresceu. Os professores, alunos e funcionários cuidam muito bem dos nossos filhos. Ele aprendeu a ler e a escrever. Antes, ele não fazia nada”, afirma.



























































