Anísio Cruz – março de 2018

As manifestações encetadas pelos gaúchos, em Sta. Maria, Bagé, e outras cidades do Rio Grande do Sul, denotam a insatisfação pela forma como o ex-presidente Lula, se referiu aos agricultores, como um todo. Sendo um estado eminentemente agrícola, com ênfase na produção de grãos, e na pecuária de um modo geral, os gaúchos sentiram-se ofendidos pelas declarações divulgadas pelos veículos de comunicação, dando conta das palavras de Lula, que bradou alto e bom som, que a categoria só quer saber de empréstimos a juros subsidiados, para dar calotes nos agentes financeiros que os atendem costumeiramente. Evidente que tais declarações mexeram com os brios dos agricultores, a ponto de fazê-los deixar as suas lidas, para bloquearem com tratores, as ruas e rodovias, por onde a comitiva política iria passar. Aos brados, atiraram ovos, pedras, e também palavras de ordem em que exigiram a prisão do falastrão.

Num passado recente, foi divulgado um vídeo gravado, sem que fosse percebido, em que Lula fingia arrumar a gravata de um assessor, enquanto destilava o seu preconceito acerca da opção sexual dos gaúchos, numa piada de mau gosto, que teve sonora repercussão na época. Depois o assunto caiu no esquecimento, enquanto os seus marqueteiros desdobravam-se para desviar o foco das atenções. Era também uma época de campanha, e não seria de bom alvitre que tal assunto perdurasse na mídia. Desta vez, as redes televisivas ignoraram os acontecimentos, ou divulgou-os parcimoniosamente, para que os demais brasileiros não soubessem dos detalhes da frustrada caravana política, nas terras dos pampas. Porém, as redes sociais cuidaram de fazer chegar mais longe o brado da gauchada, em imagens obtidas por aparelhos celulares, de uso comum, nos dias de hoje.

Também em Chapecó, e outras cidades de Sta. Catarina, os acessos ao aeroporto local, foram bloqueados, deixando claro que ele não era bem vindo, apesar do séquito de pseudos “sem terra que buscavam o confronto, brandindo paus, portando ameaçadores facões, e foices. Bandeiras nacionais foram queimadas, num flagrante desrespeito a um dos símbolos da nossa pátria, enquanto bandeiras vermelhas eram agitadas, numa clara demonstração das intenções de domínio, insuflados por políticos esquerdistas, apoiadores do ex-presidente. O clima de tensão, e iminente confronto, foi contornado pela polícia local. Mas o barril está cheio de pólvora, e o estopim pode ser aceso, a qualquer momento, com consequências desastrosas para ambos os lados.

A verdade é que está nas mãos do STJ, a expedição, ou não, do mandato de prisão, conforme foi decidido pelo eminente Juiz Dr. Sérgio Moro, confirmado, e ampliado pelos Desembargadores da 4ª Região do STF, e cujos recursos impetrados pelos advogados, serão julgados hoje, 26 de março, conforme deliberado. Depois, no dia 04 de abril, voltaremos as nossas vistas, mais uma vez para o STJ, em Brasília, de onde sairá a confirmação da ordem prisional, ou a concessão do HC requerido. Até lá, segue a caravana da desordem política do ex-presidente, afrontando as leis eleitorais que proíbem a realização de campanhas, deixando em suspenso os corações dos brasileiros, que somente querem ordem, para que possam progredir em paz.