AGRISSÊNIOR NOTICIAS- N°661 – 02 de abril de 2018
O IMORTAL MARCELO CÂMARA
Luiz Ferreira da Silva
O nosso estimado colega ceplaqueano, em Sessão do último dia 15 de março, teve o seu nome aprovado, por unanimidade, pela Assembleia Geral da ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS – AFL, para integrar, na Classe de Letras, a centenária Instituição Cultural, a fim de ocupar a Cadeira 37, que tem como Patrono o genial RAUL D’Ávila POMPEIA, angrense, considerado, internacionalmente, o maior escritor da Literatura Brasileira, ao lado de Machado de Assis.
A eleição foi fundamentada em Parecer, também unânime, da Comissão de Admissão, que analisou e a recomendou ao Plenário, com base na sua biografia, obras publicadas e curriculum cultural.
A sua alegria multiplica-se porque ocupa a Cadeira nº 1, patronímica do mesmo escritor, no Ateneu Angrense de Letras e Artes – AALA, desde a sua fundação, na sua terra, Angra dos Reis.
Em toda a história da Instituição, orgulhosamente, Marcelo é o terceiro angrense a ingressar na AFL: na primeira metade do século passado, brilhou o teatrólogo e jornalista Quaresma Júnior; na segunda, pontuou o jornalista e historiador Alípio Mendes, fundador do AALA.
Fundada em 1917, a Academia Fluminense de Letras é, na sua categoria, o mais antigo sodalício do gênero, a mais antiga Casa de Letras estadual em atividade contínua no Brasil. Também é considerada pela Academia Brasileira de Letras – ABL “a Academia de Letras oficial do Estado do Rio de Janeiro”, e reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, órgão da ONU. No ano passado, foi celebrado o Centenário da AFL, quando um amplo programa cultural foi cumprido (eventos de arte, encontros de instituições culturais, concursos etc.). Destaques para: a Sessão Solene em comemoração à Efeméride realizada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, por iniciativa dos Deputados Comte Bittencourt e Waldeck Carneiro; a realização em Niterói do I Congresso Brasileiro de Academias de Letras; e um estande que homenageou a AFL na abertura da Bienal do Livro 2017.
Pela AFL passaram grandes personalidades da Literatura, do Jornalismo, do Direito, da História, das Ciências Sociais, da Política, da Ciência, enfim, da Intelectualidade fluminense e nacional. Entre estes, podemos citar: Olavo Bastos, Múcio Paixão, Carlos Maul, Elói Pontes, Adelino Magalhães, Oliveira Viana (membro da ABL)
Ao Marcelo, os cumprimentos da família ceplaqueana.
A ÚLTIMA CRÔNICA
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês.
O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…” Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
O SIGNIFICADO DOS DIAS DA SEMANA SANTA
Postagem: Aloisio Guimarães
(www.terradosxucurus,blogspot.com.br)
- DOMINGO DE RAMOS
Começa a Semana Santa, dia em que se comemora a entrada de Jesus em Jerusalém. Nos dias de hoje, os fiéis levam para a igreja ramos, a fim de serem abençoados, como símbolo de sua fé.
SEGUNDA-FEIRA SANTA
Neste dia, se reflete o momento de descanso de Jesus, na casa de uma família que Lhe era muito estimada, a casa de Seu amigo Lázaro (a quem Ele havia ressuscitado), e de Marta e Maria Madalena. (Jo 12, 1-11).
TERÇA-FEIRA SANTA
É o dia, em que com grande tristeza, Jesus anuncia a Sua morte, causando grande sofrimento aos Seus discípulos. Anuncia também a traição e indica o traidor. Judas sai possuído por Satanás, para trair o seu mestre.
QUARTA-FEIRA SANTA
É o 4º dia da Semana Santa, no Evangelho deste dia, é-nos apresentada a traição de Judas, descrevendo-nos como este foi ter com os chefes dos sacerdotes, a quem se ofereceu para trair Jesus. Aceita assim, trinta moedas de prata como recompensa da sua traição. (MT 26,14-25).
QUINTA-FEIRA SANTA
É o dia da Última Ceia de Jesus Cristo com Seus Apóstolos, onde Jesus humildemente lavou os pés dos Seus 12 discípulos. É no momento do lava-pés que Judas Iscariotes sai, para entregar Jesus em troca das 30 moedas de prata (Jo 13,1-15). Foi aqui, que Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu o Santo Sacrifício como Sua eterna memória, e em Seu último discurso, encorajou os discípulos a amarem-se uns aos outros. Depois Jesus dirigiu-se ao monte de Getsêmani, tomou Consigo três discípulos, e começou a Sua agonia nos jardins, onde foi preso pelos judeus. É nesta noite que Jesus é preso, interrogado e ao amanhecer de sexta-feira, açoitado e condenado. A Igreja inicia a vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos começados por Jesus nesta noite.
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
Relembra o dia em que Nosso Senhor Jesus Cristo é crucificado (após sua prisão, Jesus é julgado e açoitado; recebe a coroa de espinhos na cabeça; é levado à presença de Pilatos, e depois de condenado, carrega a Sua própria cruz até ao monte Calvário; ao meio-dia é crucificado entre dois ladrões e por volta das três da tarde, Jesus morreu… O Seu corpo foi depois retirado da cruz e colocado num sepulcro cavado na rocha. Neste dia, é praticado o jejum e a abstinência da carne, em sinal de penitência e respeito pela morte de Jesus Cristo.
SÁBADO DE ALELUIA
Jesus permanece no sepulcro. Na Vigília Pascal, os fiéis ainda estão à espera, na esperança da ressurreição. Neste dia, inicia-se a Vigília Pascal, ao final do dia, e termina com o amanhecer da Páscoa.
DOMINGO DE PÁSCOA
Dia da ressurreição, onde Jesus se levanta de Sua sepultura e vence a morte. É o dia do grande milagre! O dia em que Cristo volta à vida através da Sua Ressurreição de entre os mortos. É o dia em que se celebra a Vida, o Amor e a Misericórdia de Deus.
CURIOSIDADES ENGRAÇADAS SOBRE OS MAIS DIVERSOS ASSUNTOS
Você já viu o filme “De volta para o Futuro II?” Se você viu, deve se lembrar que no Almanaque dos Recordes dizia que em 1997 o time da Flórida ganharia o campeonato “World Series” em 1997. Na época em que o filme foi feito (nos anos 80), a Flórida nem se quer tinha um time, mas no dia 26 de Outubro de 1997 ela foi a campeã do World Series, exatamente como dizia o Almanaque.
Astronautas não podem comer feijão antes de suas viagens, pois os gases podem danificar as roupas espaciais.
O Sol libera mais energia em um segundo do que tudo que a humanidade já consumiu em toda a sua existência.
Quando você for ao Mc Donalds, preste atenção na maneira com que os atendentes colocam a comida na sua bandeija: o “M” estará sempre virado para o seu lado.
Napoleão Bonaparte calculou que as pedras usadas para a construção das pirâmides do Egito seriam suficientes para construir um enorme muro ao redor da França.
111,111,111 x 111,111,111 = 12,345,678,987,654,321
“J” é a única letra que não aparece na tabela periódica.
A ovelha Dolly tem esse nome porque ela foi criada a partir de uma célula da glândula mamária da mãe, e em homenagem aos grandes seios de Dolly Parton.
Quando você refrigera alguma coisa, você não está fazendo com que ela se torne fria, e sim, retirando seu calor.
A maneira mais fácil de diferenciar um animal carnívoro de um herbívoro é olhando nos seus olhos. Os carnívoros (cachorros, leões) possuem os olhos na parte da frente da cabeça, o que facilita a localização do alimento. Já os herbívoros (aves, coelhos) possuem os olhos do lado da cabeça para perceber a aproximação de um possível predador.
Nesse exato momento há mais de 100.000.000 microorganismos se alimentando, se reproduzindo, nadando e depositando detritos na área em volta dos seus lábios.
Para algumas pessoas, comer aspargos deixa a urina com cheiro diferente.
Você pisca aproximadamente 25 mil vezes por dia.
Os CDs foram concebidos para comportar 72 minutos de música porque essa é a duração da Nona Sinfonia de Bethoven.
Está provado que o cigarro é a maior fonte de pesquisas e estatísticas.
Relâmpagos matam mais do que vulcões, furacões e terremotos.
Se você apertar Ctrl+Shift+seta em cima de um texto, o cursor selecionará palavra por palavra.
Fonte: https://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/curiosidades-engracadas-sobre-os-mais-diversos-assuntos.html
O PENSAMENTO DA SEMANA
Devemos falar de amor o mais que podermos. Porque o desamor a humanidade já conhece.
A POESIA DA SEMANA
GRANDE HERÓI
Nenita Madeiro Campos
Vendo este homem de corpo alquebrado,
De andar trôpego, semblante apagado,
Pela borrasca que do tempo cai.
Vejo o espelho de grande labuta,
Um homem de trabalho e insana luta.
Eu vejo um grande herói, vejo meu pai!
Quando criança de faces louçãs.
Sem conhecer do mundo os amanhãs,
E da vida sequer um dos seus “ai “.
Trabalhando por mim com imensa ânsia,
Para nada faltar em minha infância,
Eu vejo um grande herói, vejo meu pai!
Adolescente, no esplendor da idade,
No alvorecer da minha mocidade,
A era feliz que com saudade sai.
A me dar disciplina e educação,
E a chave do viver, minha instrução.
Eu vejo um grande herói, vejo meu pai!
Hoje, o que tenho, reconheço, sim,
Que tudo, tudo, só foi dado a mim,
Por quem em busca da velhice vai.
E neste dia a eterna afeição,
De quem lhe diz de todo o coração:
Muito obrigado, meu querido pai!
A PIADA DA SEMANA
O bêbado atravessa a rua com o farol fechado e um carro passa e buzina “BIBI”…
O bêbado olha para o carro e diz:”EU TAMBÉM BIBI E MUITO…
oOo
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EDITORES: Luiz Ferreira da Silva
(luizferreira1937@gmail.com) e
Jefferson Dias (jffercarlos@gmail.com)




























































