CRUZADA DO BEM PELO BEM – Fundada em 1933 pelo presidente Eusinio Lavigne que comprou a posse do terreno de propriedade da família Raimundo do Amaral Pacheco com o objetivo de construir uma casa para funcionar como albergue no acolhimento de retirantes. Em 1940 foi elaborado o 1º estatuto, sendo este alterado em 1968 na gestão do Sr. Ananias Dorea; Em 1963 a Cruzada passou a ser reconhecida como de utilidade pública, sociedade beneficente, sem fins lucrativo.

No momento em suas dependências são realizados cursos de corte e costura, pintura em tecidos, velas e frutas ornamentais, arranjos de flores naturais, flores emborrachadas, petchwork (trabalho com retalhos), curso de informática, entre outros, e é presidida com dinamismo por Raimundo Martins dos Santos, sendo o presidente da Assembléia Geral, Dr. Gutemberg Maciel.

Diante do exemplo acima mencionado, vemos outras entidades que foram fundadas tempos atrás e que não funcionam mais em beneficio da população carente como a União Protetora dos Artistas e Operários de Ilhéus, cuja sede foi invadida por terceiros que exploram o aluguel de suas dependências; Clube dos Comerciários há tempo sem funcionamento; Hospital e Maternidade Santa Isabel , que lamentavelmente fechou suas portas; o Clube de Remo Satélite que ninguém tem conhecimento sobre os atuais diretores e se realmente funciona; a sede do Vitória Esporte Clube na Avenida Dois de Julho, onde funciona o Bar e Restaurante Búzios; a sede do Colo Colo Futebol e Regatas no Pontal, que fim levou após o falecimento do saudoso Guerrinha? A sede do Clube Social do Pontal e a sede do Clube Social do Malhado que tantos serviços prestaram as comunidades dos bairros.

Precisamos seguir os bons exemplos de homens que aqui deixaram grande lições de cidadania como o Coronel Misael Tavares, Eusinio Lavigne, Raimundo Amaral Pacheco, Álvaro Melo Vieira, Raimundo Sá Barretto, Isidoro Gesteira Peleteiro, João Alfredo Amorim de Almeida, Ananias da Silveira Dórea, Alcides Kruschewsky, entre outros, que preocupavam com os problemas sociais dos mais carentes.

Hoje vemos inúmeros pedintes, doentes mentais, pessoas idosas que vivem pelas ruas catando lixo para sobreviver, dormindo pelas calçadas e nos tornamos insensíveis. Enxergamos o fato, mas fazemos de contas que não estamos vendo, pois transferimos o problema para o Governo Federal, Estadual e Municipal, a sociedade prefere ficar alheia aos problemas, as entidades filantrópicas e religiosas não debatem o assunto e cada vez mais vai crescendo a situação de miséria dos mais carentes do nosso Município.

Temos um grande número de Clubes de Serviços, Lojas Maçônicas, Igrejas Católica e Evangélica, Centros Espíritas e outras entidades religiosas e inúmeras ONGs que poderiam unir-se e debater esse assunto com muita intensidade, pois vão chegar o tempo que nossa Ilhéus irá parecer nova Haiti, cheia de miséria e miseráveis. Não vamos esperar só pelo governo, vamos fazer nossa parte.


Luiz Castro
Email: lmcdecolores@yahoo.com.br