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Greve da UESC em números

Bom dia Rabat,

Temos a impressão que greves não atingem as pessoas comuns.Como estamos enganados. Fiz um simples(bem simples mesmo) levantamento e veja o que representa em dinheiro, fora de circulação no comércio de Ilhéus/Itabuna.Tomando como fonte de dados os números fornecidos no site da UESC teremos: * Mais ou menos 680 pessoas no corpo docente e direção da UESC.
* * Alunos em torno de 6.000.
Se considerarmos um salário médio de R$3.500,00, teremos um montante de R$2.380.000,00/mes.

Se considerarmos que cada estudante gasta média de R$20,00/dia com alimentação, transporte e OUTROS, teremos R$120.000,00/dia ,o que nos dá um montante de R$3.600.000,00.

Acredito que deixa de circular no comércio em geral, algo em torno de R$6.000.000,00 por mes.Fica faltando computar os funcionários.
Será que afeta o cidadão comum?Será que afeta o comércio do Salobrinho que vive exclusivamente da Universidade?Acho até (para descontrair) que afeta as vendas da Ambev , Schin e outros menos votados.

No início da greve, fiquei impressionado com o descaso da mídia regional em relação ao problema.Agora que estamos falando em dinheiro e é normalmente isso que interessa;vamos entrar na LUTA, não importando de que lado, mas vamos entrar.Estou falando da imprenssa, com seus jornais tradicionais, blogs, sites , rádios e tudo mais que venha a dar notícias à população. O que não deveria acontecer é ficarmos sem nenhuma notícia do fato GRAVE que é a GREVE da Universidade Baiana. O único meio possivel de um PAÍS se tornar desenvolvido, é se a EDUCAÇÂO estiver em primeiro lugar na lista de prioridades dos governantes. Isto só pode acontecer se escolhermos direito e com consciência, quem serão nossos futuros gestores públicos.Vamos noticiar os fatos do presente para que possamos no futuro, na hora da escolha, saber quem é quem e o que fizeram, pela EDUCAÇÃO e SAÚDE principalmente e as outras coisas em segundo lugar.

Forte abraço.
Mário Márcio.

1 resposta para “Greve da UESC em números”

  • Dirceu Góes says:

    Querido Mário Márcio,

    É impressionante como as Câmaras de Dirigtentes Lojistas e as Associações Comerciais de Ilhéus e Itabuna não se manifestam em busca de uma solução para a greve na UESC e com o corte de salários dos professores imposto pelo governador Jaques Wagner.
    Parece que os empresários e trabalhadores do comércio das duas cidades estão nadando em dinheiro e pouco se importam que a “graninha” dos estudantes e dos professores (que, cá entre nós, não é pouca) deixe de movimentar os caixas das lojas, farmácias, supeermercados, ônibus, bares, restaurantes, cinemas, casas de espetáculos, etc, das duas cidades.
    Do silêncio e omissão das Câmaras de Vereadores e dos políticos em geral, então, é melhor nem aprofundar a crítica porque o descaso é costumeiro.
    Portanto, talvez a sua ação de denunciar o fato através das redes sociais, como agora pelo r2cpress, seja uma forma de alertarmos a comunidade grapiúna do tamanho do prejuízo para todos com a greve da UESC. Talvez, só assim, o clamor da opinião pública faça com que o Governo do Estado reveja sua intransigência para com as universidades públicas baianas.

    Um grande abraço,

    Dirceu Góes – Ilheense e jornalista

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