Alfredo Amorim da Silveira em “10TAQUES”.
Natural de Ilhéus, onde nasceu em 23 de janeiro de 1849, filho do Cap. Fortunato Cezar Brasil, casou-se em adiantada idade com Adelaide Schaun Brasil, não deixando filhos de seu casamento.
Começou a trabalhar muito cedo, estabelecendo-se no arraial de Água Branca onde se tornou lavrador e proprietário. Mais tarde adquiriu fazendas e fez grandes plantações de cacaueiros no Rio do Braço, onde foi um dos maiores agricultores. Também era proprietário de várias casas na cidade.
Morava em sua chácara denominada Conceição, na fazenda com o mesmo nome, situada entre o mar e o Rio Itaípe.
Acompanhou na política por mais de trinta e cinco anos o Coronel Antônio Pessoa, de quem era também amigo particular.
Exerceu os cargos de subdelegado de polícia e 1º Juiz de Paz do 2º Distrito, sempre recusando fazer parte do Conselho Municipal, para o qual diversas vezes foi convidado.
Na Guarda Nacional ocupou os postos de Tenente, Capitão, Major, Ten. Coronel e Coronel Comandante de Brigada.
Em 1912, quando Intendente deste município o Cel. Antônio Pessoa, a este ofereceu uma grande área de terras para ser construído o cemitério da Vitória e, mais tarde , em 1914, o terreno onde também foi construído o Hospital São José, cuja compra lhe havia proposto o mesmo. Por seu falecimento, deixou em testamento, diversas propriedades para a Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus, Hospital São José. Também foi doação do Cel. José da Neves importante área de terra para edificação do Palácio Episcopal e o Colégio das Ursulinas, Instituto Nossa Senhora da Piedade.
Em 1919 foi o Cel. José das Neves agraciado pela Santa Sé, com uma Comenda, em atenção aos bons serviços prestados à Santa Igreja Católica e a humanidade.
Faleceu, depois de grandes sofrimentos que o acamaram por mais de um mês, às 6:30 da manhã de 23 de setembro de 1927, 6ª feira, em sua Fazenda Conceição, em Água Branca, com 78 anos de idade, sendo seu enterro bastante concorrido, indo seus amigos em trem especial assistir ao seu enterro, estando presente também o Bispo D. Manoel Antônio de Paiva, que celebrou a missa de corpo presente, fazendo a encomendação a que tinha direito como bom católico.
Atendendo ao seu desejo o seu corpo foi enterrado na Capela de N. S. da Conceição, na fazenda de sua residência, em local escolhido por ele.




















































