Oh! Que fedor!
De: Mohammad
Assunto: Crônica crítica.
Corpo da mensagem:
Oh! Que fedor!
Toda ação gera uma reação; isso é inevitável porquanto está implícito tanto nas propriedades físico-químicas da matéria quanto no campo abstrato das reações biológicas e aquelas racionais de fundo cognitivo-comportamentais.
“Toda ação gera uma reação” essa premissa está ligada incontestavelmente aos paradigmas que dão suporte à matemática, à física, a química e ate às ciências que estudam o homem social, como a psicologia e a medicina de modo geral, inclusive a psiquiatria no campo das reações comportamentais como influidores do psiquismo sob os parâmetros do comportamento social, bem como, dos conceitos que definem as patologias psiquiátricas como doenças.
“Causa e efeito”. A Felicidade do outro é fundamental para a nossa felicidade e a nossa sobrevivência. Ou não? Sempre tive certa antipatia com os conceitos iniciados pelas palavras suficiente e nunca.
Creio que as coisas são feitas em nível ou etapa e são infinitas. O grande desafio é transformar em melhor o que já é bom, pois arrumar ou dar um “trato” no que está errado é relativamente fácil. Se aprofundarmos ainda mais essa análise vamos concluir que deixar o que está ruim permanecer ruim como se encontra; é tão trágico, nefasto e adverso quanto piorá-lo com inserções infelizes e atos falhos.
A erosão do barranco junto à casa do meu vizinho, sem alternativas ou adjutórias, certamente vai fazê-lo tão infeliz quanto a mim, se não interrompida e afastada a tempo a ameaça advinda da erosão contínua! Esse fenômeno erosivo que ameaça as estruturas da casa do meu vizinho tende, com o tempo, ameaçar também a minha casa. Posso ajudar a remover uma infelicidade iminente com uma ação reformuladora mutualista? Sim! Uso racionalmente o conceito em que; cada ação gera uma reação. Nesse caso, previno-me contra incidência dum efeito negativo sobre mim, caso haja omissão da mutualidade. Eu ajudo o meu visinho e, indiretamente, a mim mesmo. Uma relação construtivista mútua para um bem comum
Essa premissa toma corpo e volume territoriais e coletivos quando cabem a um ou a poucos os poderes decisórios que resultem positivos ou negativos; que causam felicidade ou infelicidade a muitos; alegria ou dor; sorrisos ou lágrimas por sofrimento. Tudo uma decorrência de duas ações distintas: o agir ou o omitir de empreender ações definidas. Deixar como está; piorando o que já é ruim, incluindo-se inevitavelmente entre as resultantes que tornam os seres infelizes, mais infelizes; ou empreendendo ações positivas para tornar felicíssimos aqueles que, por hora, são apenas felizes.
É a remoção do objeto causador da patologia para a inserção concomitante da eubiótica necessária, que nos remete à antropologia social, onde o conceito refletido em “cada ação gera uma reação”, positiva ou negativa é fato. Sedo que a omissão, nesse caso, é constatada como ação negativa, deletéria e imprópria; constatamos.
Se eu fosse médico, acometido como o sou por esse pragmatismo filosófico; pouco ou quase nenhum analgésico eu prescreveria aos meus clientes. Excetuando-se, é claro, naqueles casos de pós-operatórios ou nas dores intratáveis das doenças terminais. Antes de qualquer coisa, quando um cliente me procurasse pedindo a prescrição de um analgésico para sua dor de cabeça, eu buscaria a origem da sua dor de cabeça; procuraria os fatores responsáveis pelo desencadear da dor e o trataria como causa a ser solucionada. Em tempo algum mascararia com maquiagem analgésica, temporária, algo que seria recorrente, porquanto racionalmente tratável em definitivo ou amputado.
Esse pragmatismo irrecorrível é que me faz não reclamar ou protestar criticamente de forma discutível e insipiente, soluções para o encaminhamento do lixo; sobre os esgotos a céu aberto; a desordem e caos nas ruas do comércio; as construções particulares em terrenos públicos; a inexistência de medicamentos e médicos nos postos de saúde; o sucateamento dos hospitais; os buracos nas ruas; a assistência social inoperante; a falta de critérios e de planejamento na administração da cidade, e mais et ceteras e etc.
Se a coleta de lixo está ruim, não me cabe repreender o secretário pelos serviços mal feitos ou sua omissão; isso cabe ao seu superior fazê-lo, portanto, a inaptidão não é do secretário, mas de quem o selecionou e manteve para esses serviços. O inabilitado, nesse caso, é o chefe do executivo. Ou não? Se particulares estão construindo sobre o patrimônio publico sob as vistas da Secretaria de Obras e o antigo Colégio General Osório cai em ruína; a culpa não é do secretário de obras ou educação. É do prefeito que é inábil em gestão pública e paga salários a lenientes incompetentes ou convenientemente omissos às suas responsabilidades básicas da função.
Não vamos falar dos defuntos, vamos identificar a causa mortis: doença, acidente, assassinato. Não vamos falar dos roubos; vamos identificar o ladrão para recuperarmos o recuperável. Não vamos falar em traição; mas vamos identificar os “calabares” os adúlteros. Não vamos falar em falta de recursos financeiros; vamos mostrar qual são os “buracos negros” que os consome ou a fonte que os sonegam ou desviam e, levar ao conhecimento público. Não vamos aceitar que lavem rio acima, em segredo e à revelia de todos nos; as roupas contaminadas que infectarão a muitos. Vamos mostrar onde a estão lavando, se é que o fazem e; por precaução, ninguém bebera dessa água rio a baixo senão fervida.
Há um provérbio muçulmano que diz textualmente: “A mentira é a trincheira dos medrosos. Construída em areia ela não resiste ao cutelo duma espada nem a oitiva de um muláh (juiz)”
Esse pragmatismo herdado do meu pai e aprendido no Islã me fez abominar a dissimulação e a mentira infamantes assim como as transposições de responsabilidades para terceiros como o faziam os antigos judeus em cerimônias seculares do Bode Expiatório. Contava-se aos ouvidos do caprino todos os erros e pecados que se lhes afligiam as consciências, e sacrificavam “portador involuntário” em seguida, pela expiação dos pecados de outrem, que não do inocente e casto caprino.
O meu pragmatismo é direto, objetivo, seletivo e sem sofismas ou ambigüidades que dissipam ou maquiam a imagem do rei que, por incontrolada diarréia, cagou nas calças na sala do trono.
O inevitável será inadiável. Primeiro, o rei não poderá continuar com a calça cheia de cocô mole; segundo, o fedor exalado chega aos confins do reino, e incomoda a todos. Terceiro, alguém, inevitavelmente, deverá por a mão na merda; nesse caso, claro, o próprio rei; se não quiser sair por aí sendo apontado por como um sovina fedorento que, não obstante os tantos bens valiosos que dizem, amealhou em seu reinado, nem a merda aceita partilhar com seus súditos.
Por: Mohammad.
30/05/2011 17:02:16
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