Assistí domingo passado por um canal de televisão a uma explanação sobre as Centrais Nucleares Angra 1 e 2, onde a reportagem passou a seriedade com que estes empreendimentos foram construídos, não só no aspecto tecnológico, como também no aspecto segurança.
Pelo risco calculado que estas Centrais representam, foram projetadas e construídas para oferecer proteção a seus colaboradores, à população vizinha, e ao meio ambiente, através de implementação de um Plano de Emergência levando-se em conta um padrão de segurança rigoroso, que conta com sistema de som transmissor de alertas e informações posicionados em locais estratégicos, que todo dia 10 às 10 horas da manhã (horário pré-determinado para que numa real emergencia não confunda a população) é acionado como treinamento preventivo, além da preparação das tv’s e rádios locais para divulgarem uma emergencia, bem como anualmente são distribuidos de casa em casa calendários instruções de como agir em necessidade emergente.
Este Plano de Emergencia foi analisado e aprovado pelo CNEM – Comissão de Energia Nuclear, mas “CARECE” de definição de “ROTAS DE FUGA”. E o que vem a ser uma Rota de Fuga?

  • É o planejamento bem elaborado de um trajeto a ser seguido pelos indivíduos para o caso de uma necessidade urgente de evacuação do local em função de alerta de acidente ocorrido. A Rota de Fuga visa facilitar preventivamente a saída dos indivíduos dos locais atingidos por acidentes graves.

A principal Rota de Fuga hoje da região em caso de acidente nuclear é a Rodovia Rio/Santos (BR-101), mas que frequentemente é bloqueada por deslizamentos de terra, tornando-a inviável para se retirar a população só por terra. Outra falha é a ausencia de um aeroporto suficientemente viável para a retirada das pessoas. Angra hoje tem aproximadamente 170.000 habitantes e possue apenas um pequeno aeroporto para movimentação de pequenas e médias aeronaves. Necessita também da disposição de abrigos suficientes com tecnologia anti-radiação, além da disponibilidade de embarcações que possam vir a retirar a população também pelo mar.

Observa-se então, que do portão para dentro os padrões de segurança são rigorosos, mas do portão para fora a preocupação é grande, e ainda não se está preparado para uma emergente fuga segura da população. Não devemos esquecer o recente acidente nuclear ocorrido na cidade de Fukushima-Japão, e, apesar do Brasil não ter os fenômenos físicos em níveis aos que ocorrem no Japão, não devemos relaxar quanto ao rigor de segurança que estas Centrais Nucleares exigem.

               Téc.Indl. EDUARDO GRISI
           
Consultoria Técnico Industrial
                 Engenharia Eletromecânica
         Tecnologia em Segurança no Trabalho
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