Grupos de pesquisa clínica e científica mostram como a atividade física minimiza os efeitos da hipertensão arterial

São Paulo, 11 de agosto de 2011 – O principal evento da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) tem seu primeiro dia dedicado à discussão da atividade física e seus efeitos sobre a hipertensão arterial, suas causas e suas consequências, principalmente nas questões relacionadas ao envelhecimento, climatério (envelhecimento da mulher) e nas complicações vasculares e a insuficiência cardíaca.

De modo geral, é sabido que a atividade física regular reduz a pressão arterial sistólica em cerca de 7mmHg e diastólica em 4mmHg, o que pode ser conseguido com a prática de no mínimo de 3 vezes na semana durante 30 minutos, que podem ser realizados tanto de forma contínua quanto acumulada, em intensidade leve a moderada. Essa redução é similar à queda apresentada com o uso de medicamentos anti-hipertensivos. Apenas este dado já valida a recomendação da atividade física como excelente terapia para quem quer controlar a pressão. No evento, esse efeito foi discutido com o exercício aeróbico e o resistido.

No congresso, pesquisas clínicas, experimentais e populacionais foram abordadas. Os dados da pesquisa publicada na “Maturitas 2010” e apresentada no Congresso sobre Climatério demonstram não somente que os exercícios físicos minimizam os valores da pressão arterial, como ainda melhoram os efeitos hipertensores de algumas das terapias de reposição hormonal. Esses resultados também foram demonstrados em pesquisas experimentais.

Quando falamos das complicações da pressão alta, como o envelhecimento vascular, os estudos demonstraram que os exercícios físicos minimizam os efeitos da pressão arterial nos vasos e também tem impacto positivo na doença arterial periférica, que pode acarretar um estreitamento gradual de uma artéria do membro inferior.

Por último, pesquisas sobre o efeito do exercício na Insuficiência Cardíaca (doença que decorre da hipertensão arterial) mostaram que o exercício físico reverte a perda da função do coração e do músculo através de ações em mecanismos celulares que melhoram o desempenho desses órgãos.

“De maneira geral, tanto as pesquisas clínicas como as experimentais demonstratam os benefícios do exercício físico revertendo os efeitos do envelhecimento sobre a hipertensão arterial, suas causas, os mecanismos envolvidos e as consequências da doença. É um alerta importante para profissionais de saúde e população”, comentou Cláudia Forjaz, responsável pelo Departamento de Atividade Física da Sociedade Brasileira de Hipertensão.