Com o livro Os Caminhos de Ferro, de Manuel Tenório Junior, mestre em Turismo e Cultura pela UESC/UFBA,  a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania – FICC inaugura  sua atividade editorial criando o selo Publicações Marinete, destinado a autores que enfoquem temas relacionados com  o município de Itabuna ou que tenham a ver com a região do sul da Bahia,. O presidente da FICC, poeta e escritor Cyro de Mattos, revelou que “ a preferência será por autores inéditos, produzindo-se um livro com tiragem limitada a 400 ou 500  exemplares, 200 dos quais serão entregues ao autor para sua comercialização”. Além disso, inicialmente cada livro terá em média  80   a 100 páginas. Dando ao autor  possibilidade de comercializar sua obra em bases superiores aos tradicionais dez por cento  universalmente  consagrado,  também se lhe estende a mão para que sua obra deixe  o ineditismo e percorra  o circuito necessário entre ele e o leitor.

Os exemplares que pertencerem à Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania não serão comercializados, pois não é esta a finalidade da entidade, auferir lucros em qualquer atividade artístico-cultural, mas fazer circular o bem cultural como necessidade para a fruição e o conhecimento da vida. Os exemplares da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania serão distribuídos gratuitamente em lançamentos quando o autor terá a oportunidade de autografar sua obra, bem como destinados à mídia, professores, escolas, faculdades, universidades  e bibliotecas.  É também objetivo da FICC publicar autores que possuem uma obra marcante na bibliografia  de assuntos que abordam a história e as estórias de nossa cidade, mas que se encontra esgotada.  É o  caso de José Dantas de Andrade, o popular Dantinhas, e  do  cronista Manuel Lins.

Segundo o presidente da FICC, “nesta iniciativa, importa à Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania   estimular a produção local até certo ponto, já que  pretende publicar no máximo  cinco títulos por ano, em face de seus limitados recursos, mas acrescendo a esse número pequeno co-edições em parceria com a Secretaria de Educação do Município de Itabuna, a EDITUS, editora da UESC, e outras entidades públicas e privadas.

O presidente Cyro acrescentou que se escolheu o termo marinete para denominar o selo editorial da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania não para prestar uma homenagem ao artista futurista italiano Marinetti. Em 1926, ele esteve  visitando o Brasil para divulgar seu manifesto futurista, que pregava a demolição da arte tradicional e mostrava novas  fórmulas da vanguarda estética européia para expressar os tempos modernos, alimentados pela indústria e impulsionados pela velocidade. Em virtude de sua presença na Bahia e Sergipe um determinado período, o termo marinete foi empregado para designar o ônibus, enquanto símbolo de modernidade, progresso e transporte. O termo marinete usado para denominar o selo editorial  é uma homenagem que a FICC está fazendo à marinete, ônibus  de cadeira dura, que integrou a malha rodoviária no início da civilização cacaueira baiana, contribuindo para a aproximação das pessoas em lugares diferentes, o intercâmbio  no comércio e assim fazendo com que o desenvolvimento de uma região se tornasse viável.

O conselho  da Publicações Marinete será formado por  Carlos Eduardo Passos, Cyro de Mattos, Florisvaldo Mattos, Gustavo Lisboa,   Hélio Pólvora,  Janete Ruiz,  Margarida Fahel e Maria Luíza Nora. “O primeiro livro da editora da Ficc  “Os caminhos de ferro”, de Manuel Tenório,  estudo que retrata a saga de uma ferrovia  na região cacaueira da Bahia, já está saindo do forno  e ainda nesta semana entrará no forno  o segundo ,  “Chamas da poesia”, antologia organizada por Genny Xavier. Os poetas que participam desta antologia são os seguintes:

Aldo Bastos, Antonio Naud Júnior, Carlos Kaê, Ceres Marylise Rebouças, Cristiano Maia, Fernando Caldas, Genny Xavier, George Pellegrini, Geraldo Maia, Iolanda Costa, Julia Xavier, Kleber Torres, Lourival Pereira Júnior (Piligra), Mither Amorim, Naynara Tavares, Renato de Oliveira Prata, Ricardo Dantas, Ruy Póvoas, Ulisses Góes, Sergio Brandão, Sione Porto e Yara Lima