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Roberto Carlos Rodrigues em: Quem Vai Morrer Hoje?

Infelizmente, é assim que nos perguntamos quando sabemos que vai acontecer uma festa em nossa cidade. Tristemente ficamos apreensivos quando vemos os nossos filhos saírem alegres para esses eventos. Nessas horas nos apegamos a todo tipo de crenças e orações e pedimos proteção divina para os nossos queridos jovens festeiros que quando não são assassinados nesses eventos, morrem em terríveis acidentes automobilísticos nos percursos dessas festas. Quem morreu anteontem foi o jovem Alex, assassinado na saída de um evento em Olivença. O rapaz foi se divertir e encontrou a morte pelas mãos de um (ou uma) assassino (a) cruel. A família dele agora chora a sua perda tão irreparável e se pergunta: até quando isso vai acontecer? Infelizmente, sabemos que a violência descabida tomou conta do nosso país e a morte foi banalizada. Mata-se por qualquer coisa. Morre-se por coisas insignificantes. Alex morreu na saída de uma festa e infelizmente não será o último. No próximo evento será que vamos nos perguntar novamente: Quem vai morrer hoje?

Todas as pessoas têm as suas diversões prediletas. Os jovens adoram festas e é impossível negá-los acessos a esses eventos. Contudo, os sofrimentos e angustias dos pais nessas ocasiões tiram o brilho da festa. Os jovem vão se divertirem e nós, os pais, sofremos com medo de o telefone tocar no meio da noite e anunciar mais uma tragédia. Veja você que eu não estou falando de jovens que vão para a guerra do Afeganistão, mas sim para uma festa. Veja você o quanto é angustiante ser pai ou mãe nessas horas.

Antes os crimes ocorriam nos inferninhos ou nos bregas das cidades. Assassinos eram as escórias da sociedade. Agora não se tem mais lugar seguro para se ir. Os crimes ocorrem dentro e fora de qualquer festa ou lugar. Pessoas vão armadas para esses eventos como quem leva no bolso a chave das suas casas. Hoje, morrer e matar estão sendo coisas banais.

Na minha juventude, nas festas tinha de vez em quando os famosos ‘cassetes’, brigas de murros, pontapés, empurrões e cadeiradas. ‘A turma do deixa disso’ sempre entrava pelo meio e apaziguava os ânimos. Jamais presenciei um único assassinato nas tantas festas que freqüentei em Ilhéus. Agora os tempos são outros e revolveres são coisas comuns nas mãos de muita gente despreparada e principalmente nervosa. Por esse motivo mata-se tão facilmente em nosso país.

Em breve outros eventos ocorrerão em nossa cidade e, infelizmente não posso ser otimista nesse momento. Quando for anunciada a próxima festa, os jovens se alegrarão e nós, os pais, nos angustiaremos profundamente com medo do porvir. Desse jeito, quem começa morrendo nas vésperas das festas somos nós.

1 resposta para “Roberto Carlos Rodrigues em: Quem Vai Morrer Hoje?”

  • Frederico Foeppel says:

    Acho prudente todas as suas palavras, mas devo lembrar que não são os eventos que trazem a infelicidade e sim as brechas que tornam dia a dia a nossa sociedade mais fragilizada.
    Em primeiro lugar temos leis que consideram que os menores de “18 anos” são intocáveis como se para esta classe nada de responsabilidade fosse cabível. Basta olhar as notícias e ver que nessa faixa etária é onde os crimes mais crescem e é onde o óbvio se perpetua: “se eu posso ganhar algo sem perder nada; eu vou ganhar!”
    Em segundo, quando o indivíduo torna-se capaz de responder ele pouco responde. O nosso sistema deixa o bandido muito pouco na cadeia e socializar creio que não é nem um pouco perto do que se faz nas penitenciárias do nosso país. Pena máxima baixa/ redução de pena/ visitas íntimas/ indultos/ redução por trabalhar (ele recebe por trabalhar! enquanto nós trabalhamos para ele estar preso, e pagamos caro!).
    Ser preso no nosso país só serve para deixar o indivíduo mais perto de outros bandidos e entender que lei boa mesmo só existe uma: a lei de cão das cadeias e do crime organizado.
    Enquanto isso continuamos a acreditar que tudo vai continuar como está e que vamos resocializar um individuo que desde cedo cresce em familias desestruturadas e entende que lei não serve de nada. Ele vai sair e vai fazer tudo de novo.
    Nós teremos nos próximos anos mais assalto, mais assassinatos e mais outros crimes porque vamos ser realistas! Hoje para bandido é mais fácil conseguir armar e drogas, logo, bandido não anda mais com faca para apanhar após um assalto ele anda armado e atira porque pouco ele tem a perder.
    Nós como sociedade deixamos e continuamos a deixar tudo isso acontecer. Cumprir a lei é fundamental e nós não fazemos isso valer. No trânsito crescemos vendo que nossos pais, ou familiares iam para casa de carro mesmo após beber porque se sentiam capazes. O que mudou? Temos mais carros nas pistas e mais jovens com a mesma cultura e desrespeitando as mesmas leis de transito.
    Logo com o início da lei seca, os acidentes reduziram mas acontece que como tudo no Brasil a coisa se “afrouxou” e com isso, nós que não temos educação de que lei é para ser seguida mesmo que não tenha ninguem olhando, voltamos a cometer os mesmos erros. No momento em que 10, 100, 1000 fossem presos, perderem de fato a carteira, fossem punidos com força e isso fosse mostrado a população nos entenderíamos da pior forma, mas entenderiamos que lei é para ser cumprida!
    Portanto pais, mães e irmãos não fiquem em casa chorando porque de nada vai mudar se toda a população não começar a entender que:
    – lei é para ser seguida
    – “crianças” tem que ter responsabilidade
    – Bandido não é “mocinho” como ta na moda se colocar nos filmes. “Mocinho” somos todos nós que pagamos impostos caros, lutamos a cada dia para trabalhar e fazer esse país produzir e que no final das contas sofremos com o descaso com a segurança, saúde, impunidade e falta de serviços básicos.
    Isso porque eu não falei da corrupção…

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