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junho 2012
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ILHÉUS / Política não contagia mais

Se voltarmos no tempo e estabelecermos um comparativo entre o que era e o que é, hoje, um clima de eleição nos depararemos  com uma mudança que ratificará a minha opinião: A maioria do ilheense não é mais contagiada pelo momento e, raramente, discute sobre o tema. Aliás, quem comenta está diretamente ligado ao processo que são os candidatos, os cabos eleitorais (cada vez em número menor), os “insatisfeitos” com a gestão atual (porque não entraram), os que querem um espaço mais adiante, enfim, podemos apontar – sem medo de errar –  quem quer saber do dia a dia político da cidade. A maioria esmagadora do povo ilheense não vê com ‘bons olhos’ procedimentos e atitudes que estão na  pauta porque sabem, perfeitamente, que são para beneficiar grupos em detrimento da cidade como um todo.  Não é de se estranhar que se hoje você quiser saber onde está fulano e cicrano certamente irá diretamente onde fazem ponto. Nos ônibus, na feira, no comércio só existe lamentações e ninguém ousa dizer que algo de positivo se avizinha. No mínimo, dizem que tudo continuará igual, melhorará um pouco ou, então, para  os  mais céticos que profetizam que  a tendência é lascar de vez.

Está tudo muito estranho. A ausência de retorno em obras e ou realizações diversas tem promovido a descrença  no povo de Ilhéus outrora tão ativo e participativo. É bem verdade que a desilusão se instalou quando apostamos  no “novo” e o resultado está aí para quem quiser ver: uma cidade de pernas pro ar, sem definição, sem discurso, sem afinidade alguma com uma população que apostou  e que segue sentindo, amargamente, o  erro cometido. Naquele momento a cidade se encantou e vislumbrou uma possibilidade de melhorias. O tempo passou e a sociedade anda desencantada –  porque não dizer revoltada? –  com o estado crítico que nos meteram. O que se imaginava com uma equipe técnica (em função do histórico profissional do prefeito) virou  um Deus nos acuda porque de apadrinhado até “homens de confiança” tivemos – estamos tendo – com uma resposta, na prática,  se aproximando do zero. Existe comando, mas pela formalidade legal do cargo isto porque  os “prefeitos” se avolumam de maneira inexplicável para uns e “compreensível” para outros. É preciso, realmente, ser de confiança para que determinadas assinaturas sejam dadas …

Diante desse caos instalado o povo jogou a toalha. Essa descrença e ausência de participação mais efetiva reflete de maneira inquestionável que a descrença se instalou e dificilmente alguma mudança nesse contexto será perceptível ao ponto de merecer  registro. A eleição se aproxima, o loteamento já se fazendo mostrar através das  coligações, costuras , conversas e conchavos, os grupo envolvidos nem debatem, as convenções não criam expectativas, aqueles que  vão gerir os recursos  estão felizes porque nem santinho o povo vai ler, as gráficas não trabalharão noite a dentro porque se colocar um cartaz num muro ou parede o pau quebra e, assim, está a cidade de Ilhéus desencantada, acabrunhada e triste porque a política de hoje  nem para esquentar mesa de bar está prestando.

Ganhe quem ganhar, vença quem vencer, comande quem comandar, mas, a cidade, o seu povo vai continuar sem dar a mínima. Meses depois começará a oposição por parte daqueles que perderam e já estarão de olho nas próximas, na Câmara vai ter um número expressivo de vereadores na bancada da oposição e, depois de um tempo, devidamente “conversados”, mudarão de lado e a banda vai passando deixando o povo de saco cheio porque as músicas são as mesmas. Até a banda não aglutina mais…

Abração e fique com DEUS (Sempre!).

Rabat.

8 respostas para “ILHÉUS / Política não contagia mais”

  • Romilson Santos says:

    Como bem disse o ilustre jornalista, acredito que o povo ilheense está ficando “cético” sim, em relação aos políticos vezeiros desta cidade, portanto, acredito que vá “lascar de vez”. Continuar igual ou melhorar um pouco parece-me trocar seis por meia dúzia. Concordo plenamente com vosso texto e acho que está na hora de mostrarmos a nossa insatisfação e indignação para com esses políticos na hora de votarmos, principalmente pela falta de opção em que está se tornando a eleição vindoura. Fiquei muitíssimo decepcionado quando um pré-candidato, que eu achava ser uma opção de mudança, desistiu e acabou se aliando a um outro pré-candidato, falo de … (cortado/Rabat) … , o qual já vinha conquistando a simpatia, não só minha enquanto eleitor, como de pessoas com quem eu conversava acerca do assunto, pois parecia ser uma pessoa que realmente estava interessada em trabalhar por nossa cidade. Porém, são tantas as manobras políticas, as maracutaias, que nós acabamos sem entender o quê de fato existe por trás dos bastidores e quais são realmente os interesses de cada um nesse jogo sujo que se transformou a política ilheense e regional.
    Grande abraço.

  • Jose Carlos de Oliveira Junior says:

    Caro Jornalista Roberto Rabat,

    Você fica na espreita,mas quando resolve interferir no processo bota pra lascar. Valeu enormemente este seu comentário acerca do momento político na nossa cidade.

    A cada dia que passa a coisa fica mais embolada e o prejuízo só tende a aumentar.

    A grandiosidade dos problemas que Ilhéus enfrenta está longe de ser alvo da turma que quer porque quer entrar no Palácio Paranaguá, pra eles o que interessa é o poder e o que vem agregado (para um bom entendedor poucas palavras são suficientes).

    O que temos que lamentar é que o NOSSO POVO não está suficientemente conscientizado da atual situação, ainda prevalece o tempo das feijoadas, dos babas, das reuniões nos colégios, das festas juninas, das…

    Infelizmente os dois nomes que apareceram com respaldo técnico e capacidade profissional não eram conhecidos do grande público e não tinham nenhum carisma político, foram alijados do processo.

    Quem quer mesmo ver o circo pegar fogo é o GALEGO do Palácio de Ondina, que não está nem aí para o caso, afinal de contas NADA ele fez para merecer sequer influir na escolha deste ou daquele candidato.

    Esse governo comandado pelo GALEGO vai sair do poder após oito anos sem nada ter contribuído para o desenvolvimento da cidade de Ilhéus, fica só nas promessas do projeto intermodal e agora por último espalhando que vai revitalizar o quarteirão Jorge Amado.

    Meu amigo Rabat, como você estou muito preocupado com o que vem por aí, como receita estou prontinho pra continuar colocando a boca no trombone e espero que o nosso R2CPRESS continue de portas abertas para a nossa sociedade se manifestar, como tem feito até o momento.

    PARABÉNS pela sua matéria.

    ZÉCARLOS JUNIOR

  • Carlos da Silva Mascarenhas says:

    Acho que vou ter que puxar as suas orelhas.
    Que desilusão é esta, que conformismo é este. Isto não combina com você.

    Isto não pode acontecer. Aliás é isto que eles querem que aconteça, que nos cansemos, nos desiludamos é os deixemos em paz para que eles façam o que bem entenderem.

    Rabat, você tem uma responsabilidade muito grande. O R2CPRESS tem uma responsabilidade muito grande. Aqui temos a nossa trincheira e eles no fundo têm medo do que aqui é dito e denunciado.

    Sei que cansa. Eu mesmo tem momentos em que penso comigo mesmo, vou cuidar da minha vida e azar de Ilhéus, azar dos ilhéenses. Tô ficando velho e não vou ser palmatória do mundo.

    Mas não podemos desistir da luta, pois se abandonarmos a trincheira do R2CPRESS, não sabemos onde eles irão parar, pois são insaciáveis.

    Sei que você vive problemas de saude, mas digo-lhe que peça ajuda à Santinha e não abandone a luta. Pelo contrário vamos buscar forças na nossa fé em Deus e na memória dos nossos antepassados para continuar brigando, denunciando, propondo, discutindo.

    Se não conseguirmos que eles parem de jogar dinheiro público fora e de enganar o nosso povo, que pelo menos possamos mantê-los preocupados com a possibilidade de um dia virem a ser castigados.

    E de uma coisa tenha certeza amigo Rabat, você não está sozinho. Tem muita gente com você.

    Um grande abraço.

    • Oi, Masca
      Apenas retratei o que sinto ao conversar, sondar, questionar, avaliar …
      O que está escrito é, verdadeiramente, o que o povo está sentindo.
      Quanto ao quesito “luta” não tenha dúvidas que a trincheira permanecerá a mesma de 2003/6/9/12 …
      Abs
      Rabat.

  • Melck Rabelo says:

    Caro,
    Roberto Rabat Chame

    Não posso discordar de você em alguns pontos da política de Ilhéus.Os tempos mudaram a política não é mais feita como antes, ainda é contagiante, emocionate é!Mas não como antes, a última eleição que contagiavaos eleitores a sair a ruas e carregava grande público as praças em comício,showmício foi em 2004, de lá para cá muita coisa mudou.Os comícios em praças públicas foi proibido pela Justiça Eleitoral,distribuição de camisetas e bonés,grandes concentrações em showmício com bandas de renome, hoje a política é caminhadas,reuniões de grandes e pequenos grupos,conversa ao pé de ouvido na conquista de votos e eleitores.Você como grande conhecedor da política local sabe, que não podemos deixar de lutar por dias melhores.O candidato a prefeito , que for eleito vai enfrentar grandes dificuldades de governar, muitos erros foram cometidos pela atual gestão, que precisa serem sanados para Ilhéus continuar a receber as verbas bloqueadas pelo Governo Federal, pela inadiplência da gestão atual.
    Sua avaliação como jornalista é proveitosa e de bom alvitre, mas não vamos perder a esperança, que o povo precisa ter esperança de mudanças, não podemos perder a razão, que tudo vai ficar com Dantes no Quartel de Abrantes.Vamos acreditar, que dias melhores virão!
    Abraços,

    • Olá Melck
      Dê uma circulada fora do seu grupo político e perceba se o dito não bate.
      O comentário, assim como disse para Masca, é um reflexo do sentimento da população de Ilhéus.
      Quem não vê dessa maneira, como está perceptível no texto, está diretamente relacionado com o evento “eleção”.
      Abs
      Rabat.

  • Nilson Pessoa says:

    Caro Rabat,
    Parabéns pela matéria, muito oportuna e reflexo da mais pura realidade. DESCRENÇA, como você bem citou, é a palavra chave.

  • heckel januario figueiredo de paiva says:

    Realmente estranhíssimo (do 2o parágrafo “Está tudo muito estranho”)meu caro Rabat. Acredito que vc nem precisou usar os seus olhos de lince.
    Valeu
    HJ

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