ONDE O CLIENTE NÃO TEM RAZÃO
Quem ainda não ouviu a frase “O cliente sempre tem razão”?Certamente todo mundo já ouviu, ou até mesmo já pronunciou a célebre frase que deve ter sido inventada por algum marketeiro norte-americano. Não que ela esteja de todo correta. Na verdade, nem sempre o cliente tem razão. Contudo, faça de conta que ele tem, assim você não o perde. Esse é o segredo. São sapos que todo bom comerciante tem que engolir e isso faz parte do negócio. Ossos do ofício.
Mas não foi o que aconteceu comigo, eu estava coberto de razão. Em outras oportunidades, pude manifestar aqui mesmo, no R2CPRESS, minha insatisfação com o comércio de Ilhéus. Em sua absoluta maioria, são péssimos atendentes e vivem na Idade da Pedra, achando que estão ali fazendo favor ou caridade a quem paga por um produto ou serviço.
Voltando ao meu caso, fui a uma loja de material de informática solicitar a troca de um componente comprado alguns dias atrás e que apresentou defeito quando instalado no computador. Isso foi atestado por um técnico especializado da área, profissional de minha inteira confiança. Ao chegar à loja, já começou mal: o digníssimo atendente não respondeu meu “bom dia”. Em seguida, de maneira nada cordial, uma sessão de indagações, suspeitas e desconfiança, como se eu estivesse querendo lhe passar a perna, apesar de ter salientado que o defeito no produto havia sido constatado por um técnico especializado. O sujeito grosso de quem estou falando era ninguém menos do que o proprietário da loja. Não vou aqui citar ou fazer propaganda negativa do estabelecimento, mas faço isso no boca-a-boca, às pessoas mais próximas.
Por fim, percebendo que eu não iria embora sem a substituição do produto, resolveu proceder a troca, mas não sem uma piadinha: “Se o problema todo é isso, aqui está um outro, mas se der defeito também…”.
Esse acabou de perder um cliente, e mais outros tantos (aquela história do boca-a-boca). É estarrecedor, como vigora uma mentalidade retrógrada, tacanha e diminuta na imensa maioria das pessoas ligadas ao comércio desta cidade, seja no ramo de produtos, seja em serviços, sejam comerciários ou comerciantes; uma espécie de vírus que precisa ser debelado, sem falar da total ignorância ao Código de Defesa do Consumidor.
O lado bom é que nem tudo está perdido. É minoria, mas existem alguns oásis no meio desse deserto. Também não vou aqui citar ou fazer propaganda positiva dos bons estabelecimentos, mas sempre faço isso no boca-a-boca, às pessoas mais próximas. A César o que é de César. Joio é joio, trigo é trigo.
Nilson Pessoa




















































