Estamos todos exaustos. Os candidatos e principalmente a população que tem que agüentar este inferno, a barulheira, a sujeira, o desrespeito da ordem pública.

Estamos vivendo em uma cidade onde não existem limites, o poder que deveria agir e coibir esta bagunça parece que está em greve e não vê nada do que está acontecendo.

A barulheira dos carros de som, as pichações, as placas espalhadas por toda a cidade, a sujeira nas ruas e avenidas estão implacáveis.

Neste início de final de semana a cidade estava totalmente tomada pelo LIXO e se não bastasse este descalabro, aí vem os candidatos e jogam uma montanha de santinhos idiotas nas ruas e logradouros públicos, jogando mais lenha no fogo.

Os principais candidatos e seus coligados também estão no limite de sua resistência física e não sei como estão fazendo para resistir a tanto subir e descer de morros, sob chuva e sol, sem horário para as refeições, mas insistentemente convencidos de que irão alcançar o tão sonhado objetivo – a cadeira do palácio.

Quem se salvar depois da intensa batalha, além de herdar um abacaxi azedo, terá que provar ao povo e cumprir com todas as promessas feitas em campanha.

Em janeiro após a posse aí veremos quem tem farinha no saco e como vai achar uma estratégia para enfrentar as imensas dificuldades, as pendências administrativas, os precatórios, as dívidas, os restos a pagar.

Nessa hora quero ver a vontade, o devotamento, a carga horária e a força física demonstradas durante a campanha, pois agora é a vez da cidade ser tratada da maneira apregoada aos berros pelo candidato eleito.

Aguardemos, pois, o que vai acontecer a partir do início do próximo ano.

Não vale desculpas tipo não ter recursos, que o alcaide anterior deixou um monte de dívidas, que vai ter audiência com o governador, que o povo tem que ter paciência e outras velhas embromações que todo mundo já conhece.

Nesta hora é que o eleitor vai sentir na pele a sua decisão, e quando a decepção bate às portas é tarde demais e tem que agüentar pela frente quatro anos ou quem sabe acontecer um acidente de percurso e um vice venha assumir o mandato.

Aí é azar demais. Reprise de novela ruim não vale.

VOTO não tem preço, TEM conseqüência.

ZÉCARLOS UNIOR