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agosto 2015
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LIXÃO DO CAIC RENASCE E DESMORALIZA

Durou pouco tempo. A utopia e o otimismo exacerbado nos fizeram viajar, por alguns momentos, a um mundo imaginário onde o poder público tomava as rédeas e a população correspondia. Puro sonho dos que residem ou frequentam Urbis, Faelba, Santo Antônio de Pádua e Colégio CAIC, este, vizinho ao lixão e ponto de referência que acabou apelidando o local.
Desmoralização

Desmoralização

Infelizmente, a realidade e a (in)consciência humana são cruéis e falam mais alto. A prefeitura fez sua parte pela metade, apenas limpando o local e fincando a placa. Faltou adotar medidas educativas, faltou urbanização, faltou fiscalização diária do local e a consequente punição aos infratores e ao proprietário que até hoje não murou o terreno. Quanto aos munícipes, a tarefa de flagrantear/denunciar não é tão fácil, principalmente se o descarte de lixo for à noite (luminárias foram instaladas nos postes, é verdade, mas até agora nada de iluminação).
O resultado é esse da foto: a Operação Ilhéus em Ação sendo desmoralizada e, junto com ela, todos os cidadãos de bem.
Nilson Pessoa

4 respostas para “LIXÃO DO CAIC RENASCE E DESMORALIZA”

  • Duda Weyll says:

    Como funciona uma fiscalização diária de lixo? A Prefeitura contrata alguém pra ficar sentado no meio-fio e bisonhando a cambada de porcos imundos que jogam lixo do lado da escola? É concursado? kkkk

    • Nilson Pessoa says:

      A palavra fiscalização tem vários sinônimos, dentre eles vigilância. A prefeitura tem em seu quadro funcional profissionais de vigilância, orgânicos ou terceirizados, distribuídos nas diversas secretarias. Durante um curto período, anos atrás, a prefeitura adotou essa medida e deu resultado enquanto durou. Cabia ao vigilante orientar os propensos infratores e também coibir o descarte de lixo e entulho. Ademais, a própria GCM (Guarda Civil Municipal), por sua vez, poderia dar apoio nessa fiscalização.

  • jorge Luiz Araújo dos Anjos says:

    Essa questão dos “lixões” parece não ter fim. Sugiro que fotografem as pessoas colocando o lixo e enviem as fotos para serem publicadas.

    O lixo já sabemos como é seu aspecto.

    • Duda Weyll says:

      Esse seria o papel da imprensa, fiscalizar a origem, não apenas o resultado… Porém, haja visto que boa parte da nossa imprensa está atrelada ao jogo do poder e recebe dividendos do erário público, seja por propaganda financiada pelo fundo partidário ou por favores a pessoas físicas ligadas aos canais de mídia através de projetos da secretaria de cultura da Bahia, resolvem estes (a mídia “chapa-branca”) se concentrar no Prefeito (que também é culpado por não se mobilizar para identificar quem pratica o dano ambiental) e praticamente descartam a investigação de quem coloca o lixo perto da escola…

      Fica me parecendo que alguns desejam mesmo é fortalecer uma força política de oposição, por puro jogo de poder, ao invés de resolver o problema da cidade…

      Ora, da responsabilidade do poder público está em punir o propietário (algum indignado organizou uma ação civil pública junto ao Ministério Público, que é o dispositivo legal para isso?), pois se a sua propriedade é um lixão ilegal ele deve responder pelo crime, e se há indivíduos fazendo isso deliberadamente, também devem.

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